Quando compramos um automóvel, é porque gostamos de como ele parece quando é novo. Um design diferente dos outros, a promessa de consumos baixos, bancos confortáveis e uma longa lista de equipamento. Mas será que ainda vai funcionar bem daqui a três anos? A cinco, ou a dez? Existem várias coisinhas pequenas que podem causar problemas quanto mais longa for a vida do carro. Mas mesmo quando passam a data limite de garantia, as marcas querem que os seus automóveis continuem a trabalhar sem grandes problemas.

Muitas marcas têm as suas próprias pistas de testes onde simulam uma grande variedade de situações de trânsito, experimentando carros durante milhares quilómetros para verificar o desgaste de peças e materiais. Mas alguns serviços são feitos com recurso a laboratórios independentes, como a ATDS, na Califórnia, ou a NATC, no Nevada. Obviamente, uma marca não tem 10 anos para testar um carro novo, mas vai ter que comprimir esses 10 anos num certo número de utilizações, para recolher todos os dados necessários em um mês ou um ano.

Os exemplos de peças que são testadas são muitos e podem até pareceber banais. Por exemplo, os carros são guiados durante um mês, 24 horas por dia, parando apenas para reabastecer, trocar de piloto de testes e substituir peças que se avariam. Outro teste passa por manter um carro ligado a um dinamómetro para verificar mudanças de potência num longo período de tempo. E há até uma pessoa encarregada para abrir e fechar as portas do carro, durante todo o dia, do princípio ao fim de um mês.

Os carros também são experimentados em limites de temperatura, incluindo a tundra do norte da Escandinávia e o calor do deserto da Califórnia, não só os motores, mas também a pintura, revestimentos e funcionamento do sistema elétrico. Tudo pequenas coisas que podem significar que um condutor pode manter o carro por mais ano, sem que ele deixe de funcionar de repente.

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