É uma manobra que acontece todos os dias. O veículo à nossa frente trava de repente e, sem aviso, encosta à berma ou muda de direcção mesmo em cima de um cruzamento. E a única coisa que pudemos fazer foi travar de repente para evitar um acidente. E embora esta pequena distração não nos faça perder mais do que alguns segundos, fez-nos perder as estribeiras. Mas custa assim tanto usar o pisca?

O indicador de mudança de direcção, vulgarmente conhecido como pisca, foi inventado na sua forma atual em 1938 (sistemas semelhantes existiam desde 1906). Popularizou-se durante os anos 50 e 60, mas só em 2013 passou a ser obrigatório em todos os países. Apesar disso, mesmo com gerações de prática, por cá o pisca não é muito famoso. Um estudo realizado pela Prevenção Rodoviária o ano passado comprovou que 46,3 dos portugueses não usam o pisca. Ou seja, quase metade dos portugueses nem se lembram de fazer um pequeno gesto com o indicador.

Isto acontece por mera distração, mas até uma distração representa alguma falta de civismo, por não fazer esforço para mecanizar um gesto simples durante a condução. Afinal, vale a pena usar o pisca por uma variedade de razões. Esperamos que se lembre delas a conduzir.

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