Sendo um dos parâmetros que mais custos acarreta para qualquer automobilista, o combustível – ou melhor, o consumo do mesmo – é sempre um dos pontos tidos em conta no momento em que se parte para a compra de um novo carro.

Numa era em que a poupança dita leis, os modelos mais económicos tendem a ser mais procurados, relegando assim para um segundo plano características como a aceleração dos 0 aos 100 km/h ou a velocidade máxima, algo que, embora seja sempre considerado, tende a ser relativizado pelo potencial de poupança que se consegue ter na carteira.

Para ajudar na redução dos consumos em cidade, a maior parte dos automóveis atuais à venda no mercado já conta com o eficaz sistema Start-Stop, que desliga o motor assim que o condutor deixa o carro em ‘ponto morto’, reativando-o quando é chegado o momento de seguir a marcha (seja pressionando o acelerador, o pedal da embraiagem ou tirando o pé do travão, consoante a marca ou o tipo de caixa – manual ou automática). A lógica é simples: enquanto o veículo está imóvel, não está a consumir.

Se não tem este sistema no seu carro, aplicar esta filosofia ao seu automóvel pode parecer pouco prático mas, acredite, ao desligar e voltar a ligar está a poupar! Esta é uma conclusão retirada de um estudo revelado pelo site Sustainable America, de acordo com o qual se pode obter uma poupança substancial nos consumos e nas emissões poluentes caso se desligue o motor em períodos superiores a dez segundos.

Embora tenha por base dados relativos aos Estados Unidos da América (EUA), a Sustainable America aponta para um tempo médio diário de 16 minutos parado em filas de trânsito, o que, caso se opte por desligar o motor, pode significar uma poupança balizada entre os 121 e os 242 litros por ano. Naturalmente, essa poupança equivale a uma redução dos gastos com o consumo

Contudo, faça-o apenas quando tiver a certeza de que vai ter uma paragem mais prolongada: os modelos com start-stop têm sistemas elétricos, motor de arranque e alternador reforçados para o maior número de ciclos de arranque. Além disso, também a bateria pode ver a sua longevidade afetada pela maior quantidade de ciclos de ignição. Afinal, o motor é desligado e ligado muitas mais vezes do que num carro sem o mesmo.

Por esse motivo, um carro que não tenha o sistema start-stop não tem esse mesmo reforço pelo que só deve fazê-lo se tiver a certeza de que não se vai mover durante esse período superior a 10-15 segundos, por exemplo. Além disso, note que ao desligar o veículo algumas funções como a direção assistida ou os travões perdem a sua operacionalidade, enquanto num modelo com start-stop um golpe no volante pode usualmente reativar o motor para uma qualquer eventualidade.

A Sustainable America criou mesmo uma plataforma online na qual os condutores podem comprometer-se a desligar o motor dos seus carros quando o tempo de paragem for igual ou superior a dez segundos.

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