A Alemanha pretende reduzir significativamente a sua dependência em combustíveis fósseis, utilizando gás natural como combustível no futuro próximo. Para isso, o estado alemão está a planear uma extensão do pipeline Nord Stream, que vai custar 9,5 mil milhões de euros, e vai permitir ao estado alemão ter um acesso direto ao gás natural extraído na Sibéria.

O projeto está a ser financiado, maioritariamente, pela empresa russa Gazprom, e vai acrescentar 866 km à construção atual, que já tem 1222 km. Assim, vai ser possível duplicar o transporte de gás, de 55 para 110 mil milhões de metros cúbicos anuais. Este pipeline atravessa o Mar Báltico, da cidade russa de Vyborg a Greifswald, na Alemanha (a região que Angela Merkel representa no parlamento alemão).

Protestos locais no norte da Alemanha poderão atrasar as obras das infraestruturas e deixar Merkel com dificuldades para atingir os objetivos de reduzir a poluição causada durante a produção de energia. O gás natural também é, como o carvão e o petróleo, um combustível fóssil, composto maioritariamente de metano. Este componente acelera o efeito de estufa, em comparação com o dióxido de carbono, quando é lançado diretamente na atmosfera. No entanto, quando é queimado, produz apenas um terço do CO2 do petróleo e metade do carvão.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.