Todos sabemos que, se conduzir, não beba. Mas se não vai conduzir, ter um gosto particular por whisky poderá ajudá-lo a salvar o planeta. Principalmente se quiser deixar de usar gasolina no seu carro e passar a usar biocombustíveis. Assim, o futuro poderá passar pelo biobutanol, um derivado de biomassa, que pode reciclar restos vegetais de produção industrial.

Em 1915, Chaim Weizmann, cientista britânico que em 1949 tornou-se o primeiro presidente de Israel, descobriu uma bactéria (Clostridium acetobutylicum) que é capaz de transformar celulose em butanol. Quase 100 anos depois, Martin Tangney, especialista na produção de biocombustíveis fundou a sua empresa, a Celtic Renewables, com o propósito de reutilizar matéria vegetal, neste caso concentrando-se nos resíduos da produção do whisky.

Aparentemente, apenas 10 por cento dos ingredientes usados na destilação resultam em whisky. Os restantes 90 por cento correspondem, na Escócia, 500 mil toneladas de detritos vegetais e 1600 milhões de litros de um álcool inapropriado para consumo. Toda esta biomassa pode ser convertida em butanol, um álcool que tem um comportamento semelhante à gasolina, quando utilizado em combustão, embora necessite de algumas modificações, já que o potencial energético é potencialmente menor.

Martin Tangney poderá ter que acelerar a sua pesquisa se quer ver o nome da Celtic Renewables ganhar relevância no mercado. Produtores tradicionais de combustível já estão a planear entrar no mercado de biobutanol, incluindo a suíça Butalco e uma joint-venture da BP e da Dupont.

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