O vanguardista ‘ovo’ elétrico que entrega correio em Aveiro

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Lançando-se num projeto que visa cimentar o seu posicionamento enquanto marca ecologicamente sustentável, os CTT – Correios de Portugal contam, desde terça-feira, com um veículo ‘verde’ destinado à entrega de correio na cidade de Aveiro, num projeto-piloto em que a engenharia nacional e o propósito ecológico surgem unidos.

Com um visual vanguardista e semelhante a um ovo, daí a sua alcunha de… ‘ovo’, o pequeno veículo elétrico em utilização na cidade de Aveiro conta com uma motorização 100% elétrica e funcionalidades adaptadas à distribuição de correio, cumprindo ao longo deste verão um ensaio prolongado naquela cidade do Norte do país com vista a uma possível expansão.

A fase de testes deste veículo, produzido pela UOU mobility, uma startup de São João da Madeira, teve início na passada terça-feira, conforme adiantou ao Motor24 uma fonte oficial dos CTT, revelando igualmente que este foi um veículo “especialmente adaptado para a distribuição urbana de correio e encomendas”.

Assim, “o interior do veículo foi alterado de modo a fazer face às necessidades e exigências da distribuição postal, nomeadamente no que se refere à segurança, espaço, acesso à carga e conforto do carteiro, mas manteve o aspeto vanguardista – em “ovo” – do seu exterior” naquela que é uma premissa distintiva deste pequeno veículo elétrico, logo, isento de emissões poluentes e de ruído.

De acordo com os CTT, o teste irá prolongar-se ao longo do verão, “sendo que este veículo poderá passar a ser usado em giros de carteiros que atualmente são apeados ou suportados por scooters”. Na fase de testes serão avaliados diversos parâmetros deste pequeno elétrico: “Durante as próximas semanas, os CTT testarão não apenas a eficiência deste veículo na distribuição, mas também monitorizarão os seus consumos”, é referido.

Em termos técnicos, este veículo distingue-se pelas suas três rodas e duas ‘viseiras’ que, quando fechadas, encapsulam carga e transportador. A cobertura, segundo os CTT, é “construída em fibra de vidro e policarbonato e é inquebrável, tendo por vantagem proteger o carteiro em situações climatéricas adversas”. Por outro lado, a sua autonomia está estimada em 45 quilómetros e 230 paragens, suficiente para as rondas diárias dos carteiros, podendo “transportar até 75 kg de carga”. Quanto à velocidade máxima, atendendo à utilização citadina, apresenta um valor de 45 km/h, “o que se coaduna com a natureza urbana da sua utilização”. O carregamento, de acordo com o site da UOU mobility, pode ser feito em qualquer tomada doméstica.

Este é mais um passo da empresa nacional rumo à mobilidade sustentada, dispondo de uma frota crescente de veículos ‘verdes’, reforça fonte da empresa: “Os CTT têm já hoje, uma das maior frotas elétricas do país e têm sido pioneiros no teste e utilização de viaturas elétricas experimentais comerciais. Atualmente operamos 320 viaturas menos poluentes, 9% da frota total dos CTT, onde se contam desde carros elétricos, quadriciclos e bicicletas eletricamente assistidas, entre outras”.

Reflexo dessa aposta, quer pela “gestão da frota e também pelas adaptações que temos feito noutras frentes, as emissões de CO2 dos CTT reduziram-se 70% entre 2008 e 2016”.

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