Perseguindo um sonho de mobilidade sustentada, um grupo de estudantes da cidade de Nairobi, no Quénia, criou uma empresa que se dedica a expandir o setor da mobilidade elétrica.

A ideia para estas scooters ecológicas partiu do esforço de três finalistas da Universidade de Nairobi, Charles Ogingo, Robert Achoge e James Ogola, que em conjunto puseram de pé um sistema denominado Ecotran, com o qual conseguem captar a energia solar e convertê-la em eletricidade para alimentar as baterias daqueles veículos de duas rodas.

De acordo com uma informação avançada pela Thompson Reuters, a opção pela energia solar é simples, tendo sido tomada uma vez que a rede elétrica na cidade é muito irregular para alimentar as baterias elétricas das motos.

O site da empresa, Pfoofy Power & Light, refere que este desejo de providenciar energia sustentável advém do simples facto de que cerca de 80% da população do Quénia não tem ligação a qualquer rede elétrica, obrigando assim a um grande gasto da população na iluminação por meio de combustíveis fósseis. Assim, estes empreendedores quenianos criaram uma solução inovadora e sustentável de iluminação que permite o aluguer de focos ‘alimentados’ por painéis solares que providenciam eletricidade às casas atualmente fora da rede elétrica local.

De igual forma, a solução de transportes sustentáveis Ecotran tem por base as três scooters elétricas dos mentores deste projeto – Ogingo, Achoge e Ogola -, mas o plano é ampliar o número de veículos de duas rodas para as 40 unidades. Na fase inicial do projeto, as três motos são carregadas no posto da companhia, contando com cerca de 70 quilómetros de autonomia. Uma vez perto do limite, são recarregadas na estação solar da Pfoofy com capacidade para 1 kw.

O projeto recebeu já alguns fundos importantes para a transformação da mobilidade no país, mais concretamente com a atribuição em 2015 do Fundo para o Desenvolvimento Africano estabelecido pelos Estados Unidos da América (EUA), no valor de 100.000 dólares, e pelo Fundo de Desenvolvimento Africano Power Africa.

O objetivo da empresa é, no entanto, continuar a crescer e fazer aumentar também o número de postos de carga através de energia solar (os planos contemplam o estabelecimento de mais dois postos de carga solares de 10 kW), através dos quais as cerca de 40 scooters adicionais em regime de aluguer podem ser utilizadas.

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