Universidade Portuguesa descobre como limpar os oceanos e salvar a vida marinha

A presença de milhares de toneladas de plástico nos oceanos terrestres é um dos principais desastres ecológicos da era atual. E seja sob a forma de ilhas de lixo que flutuam no Oceano Pacífico, ou como ajuntamentos de partículas microscópicas, é um problema que é prejudicial para a vida marinha em geral e para a diversidade de espécies em particular.

Limpar todo o plástico dos oceanos é uma tarefa hercúlea praticamente impossível. Felizmente, foi encontrada uma alternativa que permite à natureza tratar deste problema, mesmo a um nível microscópico: um fungo chamado Zalerion maritimum, que foi descoberto por um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro, e que consegue alimentar-se dos componentes dos plásticos. Esta solução é simultaneamente prática e ecológica.

A equipa liderada por Teresa Rocha Santos publicou um estudo na revista científica “Science of the Total Environment”, onde dá nota que o fungo conseguiu limpar um ambiente controlado de 77 por cento de todos os plásticos encontrados. Apenas 0,13 gramas de microplásticos foram colocados num pequeno volume de 50 ml de líquido com nutrientes, tendo sido consumidos 0,1 gramas em duas semanas. O fungo poderá ser também eficaz no mundo real, aumentando o seu apetite por plásticos.