Audi Q7 e-tron 3.0 TDI quattro: O primeiro híbrido Diesel plug-in com tração integral

Quando a Audi revelou o Q7 e-tron 3.0 TDI quattro, este trazia consigo a seguinte carta de apresentação: “Primeiro modelo híbrido plug-in do segmento com motor Diesel e tração quattro.” Algo que diz bem do arrojo que a marca quis colocar no seu modelo “Q” de topo, optando por marcar a diferença, com um bloco a diesel, face aos concorrentes que tinham no motor a gasolina o aliado para o seu sistema híbrido. O Audi Q7 e-tron 3.0 TDI quattro chegou ao mercado nacional em outubro de 2016 e tivemos agora o prazer de o conhecer, ao vivo e a cores…

Carroçaria

A primeira impressão é a da sua grandeza. Com 5,05 metros de comprimento; 1,97 metros de largura e 1,74 metros de altura é difícil ficarmos indiferentes ao seu porte.

A frente destaca-se pela sua imponente grelha esculpida Singleframe, que assume a quase totalidade do protagonismo, a que se juntam as belas óticas em LED ou as opcionais Matrix LED e a assinatura luminosa e-tron. Na lateral a sua distância entre eixos impressiona, com 2,99 metros, e as jantes com design específico e-tron, que podem ser de 19” ou 20”, sobressaem e atribuem robustez ao conjunto, com pneus de dimensões generosas, que de origem surgem com 255/55 R19 de medidas.

Na traseira ganhamos novo ânimo, deparando-nos com uma secção ao mesmo tempo imponente e elegante, com os bonitos grupos óticos e pára-choques em posição elevada a atribuírem maior corpo ao conjunto.

Para a conceção da carroçaria, a marca destaca também a utilização de vários materiais, entre eles elevadas percentagens de aço de alta resistência e alumínio. O Q7 conta ainda com pequenas inserções e-tron na grelha frontal e no difusor traseiro, que lhe dão um subtil toque distintivo.

No geral, é um modelo imponente, que se destaca em qualquer parque de estacionamento, aquele amigo do grupo que é conhecido por o “gigante” que nada teme. Uma presença inequívoca e garbosa na realidade automóvel.

Interior

No interior a sensação de espaço é nota dominante e a primeira sensação que fica na retina. Nos lugares dianteiros o centro é ocupado pela consola de generosas dimensões, que nos disponibiliza os meios para aceder a todas as informações disponibilizadas pelo ecrã MMI-Display, que surge do tablier sempre que ligamos o veículo. Podemos optar pela utilização do botão giratório para o efeito, ou dos botões de rádio; média; telemóvel e Nav/Mapa junto do MMI all-in-touch de controlo com uma superfície táctil – no fundo, falamos de um touchpad semelhante aos dos computadores, mas que requer alguma habituação até estarmos perfeitamente em sintonia com o seu manuseamento.

No lado do condutor, situado na porta junto dos comandos para regular os vidros, destaque para a opção que este tem ao seu dispor para trancar a abertura das portas traseiras através do interior. Um detalhe muito útil no caso de circularmos com crianças. As soleiras das portas com a inserção e-tron iluminada são também um local de prazeroso destaque.

Já instalados nos lugares traseiros sentimos uma grande liberdade, frescura e envolvência, parecendo que estamos numa ampla divisão. Esta sensação é potenciada pelo tejadilho panorâmico que percorre toda a extensão do veículo e que se revela uma grande fonte de luz natural, aumentando generosamente a noção de espaço interior.

Os bancos podem ser rebatidos individualmente na proporção 40:20:40 em segundos, bastando para isso puxar uma alavanca, nos lugares das pontas, ou um fio, no do meio, realizando a mesma ação para os voltar a colocar no lugar. As costas têm também regulação em todos os bancos. A regulação do ar condicionado é também possível a partir dos lugares traseiros e a versão ensaiada surgia com um tablet (opcional) nas costas do banco do pendura, que permitia aceder a informações como dados do veículo, rádio ou internet.

Os materiais no interior são todos de grande qualidade, a que se alia o belo design, tudo transmitindo muita classe ao conjunto. Detalhes como os puxadores das portas e o alumínio que os envolve e se estende ao tablier e consola central, constituem um toque de requinte a rigor. A par disso, a iluminação interior que percorre também portas, tablier e consola central, que pode variar entre o branco, azul, vermelho e laranja, de noite, acrescenta visualmente um grande fascínio e contribui para criar um acolhedor ambiente a quem nele circula.

Chegamos à bagageira e a tónica do habitáculo mantém-se. É gigante. Se bem que antes de a abrirmos e nos depararmos com os seus 650l, a altura do modelo faz transparecer a ideia de que poderia ser maior, mas “esse” espaço sobre o eixo está ocupado com as baterias do sistemas híbrido, o que fez a Audi prescindir do 6º e 7º lugares existente nas demais versões. Ainda assim, espaço não falta e, caso tal aconteça, os bancos rebatidos conferem-nos uns fantásticos 1835l.

A bagageira traz também duas calhas, uma em cada extremidade, colocadas longitudinalmente, e uma barra ajustável que as une, algo muito útil para, por exemplo, acondicionarmos malas e sacos no compartimento de bagagem, evitando assim que elas andem livremente a bambolear. Outro destaque, no caso, de luxo, é o engate de reboque retrátil electricamente. Através de um toque no botão situado no lado esquerdo da bagageira, podemos acioná-lo, fazendo descobrir o engate de reboque que se encontra escondido sob o pára-choques, num processo que demora cerca de 13 segundos. Ao lado deste encontra-se outro botão que nos permite baixar a suspensão para facilitar a colocação ou a retirada de bagagem. Tudo pormenores que fazem a diferença e aumentam em muito a satisfação na experiência de utilização.

Já em termos de infoentretenimento e Audi Connect, há que contar, entre equipamento de série e opcional, com uma alargada oferta de possibilidades: sistema de navegação MMI plus com MMI all-in-touch; Audi virtual cockpit; Wi-Fi hotspot para telemóveis; carregador indutivo para telemóveis; conexão para telemóveis sistema IOS e Android – se um telemóvel estiverem ligados à porta USB (iOS a partir da versão 7.1, o Android a partir da versão 5.0 Lollipop), o respetivo ambiente abre no Audi smartphone interface; Audi connect safety & service com chamadas de emergência automáticas; sistema de controlo de voz; informações em tempo real, como de notícias, meteorologia, preço de combustíveis; ligação à internet sem fios através de WLAN que nos permite-nos aceder a estes serviços através de um portátil, tablet ou de outros dispositivos móveis; aceder às redes sociais – Facebook ou Twitter – ou ao e-mail; ditar SMS ou recorrer à função de leitura de SMS; navegação Google EarthTM2 ou Google Street ViewTM2 ( que recorre informações de trânsito online e a outras informações úteis sobre o percurso); sistema de som Bose e um Audi tablet com sistema de entretenimento destinado aos bancos traseiros.

A par de tudo isto, caso precisamos de alguma ajuda ‘externa’, podemos ainda fazer a marcação online para uma oficina Audi ou, se necesssário, optar pelo serviço de assistência online.

Sistemas de Assistência à Condução e Segurança

São inúmeros os sistemas disponíveis neste modelo, e até os podemos segmentar mediante o seu propósito. Se precisarmos de ajuda em matéria de estacionamento, temos: sensores à frente e atrás; sistema de assistência ao parqueamento; parqueamento com câmara traseira; parqueamento com câmara periférica e assistente de reboque.

Já se estivermos em pleno ambiente urbano, à que contar com: limitador de velocidade regulável; Audi pre sense basic (categoriza as situações de condução e, se necessário, medidas de prevenção que visam proteger os ocupantes, como esticar os cintos de segurança dianteiros para minimizar o deslocamento frontal ou lateral dos ocupantes, ativar as luzes de emergência e fechar o teto de vidro panorâmico e as janelas); Audi pre sense city (permite identificar veículos e peões até uma velocidade de aproximadamente 85 km/h. Se detetar uma coli- são iminente, o sistema avisa o condutor e desenvolve, se necessário, uma desaceleração estabilizada de modo a reduzir a velocidade ou a evitar o embate); Audi pre sense à frente e atrás; Audi Hold Assist; sistema de assistência em curva; assistente de subidas e descidas; indicador de ângulo morto; indicador de ângulo de inclinação; indicação de sinais de trânsito com câmara; cross traffic assist e sistema de advertência a sair do veículo.

Se o nosso foco for uma viagem, podemos contar com: cruise control; Audi side assist; assistente Night Vision; assistente de máximos; cruise control adaptativo; assistente de engarrafamento; assistente de eficiência; Audi active lane assist; função stop&go; indicação dos sinais de trânsito
 e assistente de prevenção de colisão.

Ao volante

Sentados ao volante encontramos uma posição de condução muito cómoda e confortável e que oferece uma ampla visão. Dizer que a posição de condução é alta seria falar do óbvio neste modelo, mas sente-se a noção das suas medidas e que temos algo de grandioso entre mãos.

A posição de condução é muito confortável e todos os materiais transmitem-nos igual sensação ao toque. Devidamente instalados ligamos o veículo e somos visualmente prendados com uma completa gama de informações transmitidas através do Audi virtual cockpit. Um painel de instrumentos digital com ecrã de

12,3 polegadas de alta resolução permite-nos uma boa leitura de todas as informações. Desde mapas, à realização de chamadas e registos de viagem – consumos médios/instantâneos; tempo de viagem; autonomia do motor de combustão e elétrico; recarregamento da bateria – assim como informações relativas à condução em tempo real; indicador de energia, fluxo de energia do sistema híbrido plug-in, a autonomia e o estado de carga da bateria de alta tensão. Do lado esquerdo aparece-nos um mostrador que nos ‘lê’ a forma como pisamos o pedal e nos indica em termos percentuais essa ação, assim como a intensidade de carga com que contribuímos para o recarregamento da bateria a cada travagem.

O volante está devidamente ornamentado por botões de fácil acesso e que disponibilizam o essencial a quem vai ao volante: selecionar estações de rádio; atender chamadas; consultar de forma prática as informações no painel de instrumentos; aceder ao sistema de comando por voz.

Desviando o nosso olhar para a direita, temos também a perceção de estar num local que proporciona um grande leque de opções tecnológicas, subtilmente colocadas à nossa disposição e facilmente acessíveis ao alcance da nossa mão. No tablier podemos aceder ao sistema de climatização, rádio, ou selecionar o aquecimento ou ventilação dos bancos.

Junto deste, temos a consola central, em que sobressai o seletor para selecionarmos a marcha, D, o modo de ponto morto, N, ou a marcha atrás, R, e através do qual podemos regular também a parametrização da caixa, entre D e S, bastando para isso pressionarmos o botão que há no seletor e que o desbloqueia sempre que o precisamos de deslocar. O seletor, colocado para a direita, permite assumirmos as passagens da caixa de 8 velocidades, através deste ou das patilhas no volante.

Do lado esquerdo do volante, de forma discreta, podemos ativar ou desligar o head up display, assim como regulá-lo, através do toque de um botão. Aqui encontramos botões também para ativar o sistema Night Vision ou assistente de manutenção de faixa de rodagem. A funcionalidades são todas de fácil acesso e bastante intuitivas. Os espelhos têm um grande destaque já que incorporam uma faixa preta da qual emana uma luz amarela com o avisador de ângulo morto, algo tão discreto quanto eficaz. Porém, é chegado o mundo do veredito ao volante…

O Audi Q7 e-tron 3.0 TDI conta com um motor V6 TDI, tração integral, uma potência combinada de 373 Cv (258 cv motor de combustão + 128 cv do motor elétrico) e um binário máximo de 700 Nm. Acelera dos 0 aos 100 km / h em 6,2 segundos. Registos que inegavelmente nos colocam em sentido.

O Audi Drive Select oferece-nos modos para todos os gostos, sete: Auto, Comfort, dynamic, Efficiency, Allroad, Lift/Offroad e Individual. Assim que selecionados são alterados: desmultiplicação da direção; curva característica do acelerador; resposta da caixa de velocidades e suspensão pneumática adaptativa (opcional).

Começando por ‘baixo’, optámos pelo Efficiency, com o modelo a dar-nos uma resposta serena, mas também aqui sem abusarmos no acelerador. De imediato percecionamos a boa insonorização que gera um ambiente tranquilo e envolvente no habitáculo, assim como rapidamente nos apercebemos do elevado peso do conjunto, sempre um sinal constante em estrada, porque no final falamos sempre de 2445 kg, que por muito que se faça, estão lá e são difíceis de amenizar.

Nos demais modos as sensações mantêm-se, apenas divergindo em determinados detalhes, fruto das próprias características das várias parametrizações. Por exemplo, assim que selecionado o modo Comfort, há um maior ‘amolecimento’ da ação da suspensão, que se nota, ainda que subtilmente. Um pormenor que faz a diferença na hora de passar em pisos irregulares. Ainda assim, em qualquer um dos modos, a suspensão adaptativa absorve todas as irregularidades, mesmo buracos bastante expressivos e piso muito degradado, como sendo um passeio na praia para o Q7. Um imaculado trabalho da suspensão que nos deixa rendidos e até nos leva a querer experimentar “só mais aquele buraco” para percebermos se é mesmo verdade a impressão de eficácia com que ficámos. No final, não “há buraco que resista…”

O modo Auto é sempre uma opção lógica para quem não queira andar a perder tempo em recorrentes mudanças de modos, já que adapta em tempo real as parametrizações àquilo que a nossa condução ‘pede’. Aqui o individual é também uma boa opção, já que podemos fazer a nossa escolha pessoal dos parâmetros que mais gostamos de utilizar.

Já o Dynamic, que ativa logo a caixa em modo S, é aquele em que o conjunto mostra a sua veia mais racing. É de facto tocante ver como este robusto corpo se move com celeridade. Afinal, falamos de um registo de 6,2 segundos dos 0 aos 100 km/h para um corpo de 2445 kg. “Respect”. Claro que neste ponto, o binário máximo de 700 Nm é… uma maravilha da ciência tecnológica.

Já em curvas a velocidades mais elevadas ou em zonas mais sinuosas, pelo seu peso, o chassis e a suspensão têm algum trabalho a digerir o movimento de massas, já que para quem goste de um modelo mais robusto e seja apreciador de uma índole mais de TT, é fácil entusiasmarmo-nos a cada viagem, atingindo-se velocidades bem acima das legais com a naturalidade de quem se passeia de cabelos ao vento numa vida sem flagelos ou limitações. Neste capítulo, nota também para o poderoso sistema de tração integral que faz rolar com destreza a potência pelo asfalto.

Se quisermos fazer uma tirada fora de estrada, temos duas opções: Allroad, Lift/Offroad. Em ambas a suspensão do Q7 é de imediato subida, no segundo caso, mais, oferecendo-nos um veículo capaz de passar obstáculos de maiores dimensões, como valas ou buracos, em ambiente fora de estrada. Mais uma vez o comportamento é uma nota mais, apesar de se sentir alguma trepidação no volante, principalmente a partir dos 70 km/h. Mas podemos rodar a velocidades na casa dos 100 km/h sem problemas, com a segurança e o mesmo conforto que nos é oferecido no asfalto, além de a insonorização continuar a ser motivo de destaque. No modo Lift/Offroad, em que a suspensão se encontra no máximo da sua extensão, sente-se uma maior rigidez na absorção das imperfeições da estrada, não se revelando tão eficaz em matéria de conforto, sendo por isso que o modo Allroad pareceu-nos aquele que garante o melhor compromisso entre características de TT e o conforto do dia a dia.

Consumos

No modo Efficiency, com a bateria carregada, fizemos consumos de 6,1l/100 km. Estes ficam longe dos anunciados pela marca, 1,8 l, ainda assim, para um modelo híbrido de 2445 kg com 373 cv, 6,1 litros reais não se podem considerar ‘gritantes’. Surpreendente é perceber que quando ficamos sem a parte elétrica, e passamos somente a contar com o motor de combustão (258 cv), os consumos não sobem grandemente, e conseguem-se médias de 7,4 l que entendemos serem de franzir o sobrolho.

O sistema híbrido deste SUV oferece-nos três possibilidades, que podemos selecionar facilmente através de um botão colocado no tablier, ao lado do de Drive Select. Desta forma podemos alternar entre: EV (condução no modo elétrico que garante um autonomia de 56 km e velocidade máxima limitada a 135 km/h); Hybrid (faz a gestão entre a carga da bateria e o motor de combustão); Battery Hold (guarda a carga da bateria). Com uma autonomia elétrica até 56 km, este SUV proporciona já uma consistente oferta de quilometragem, sendo que tudo dependerá, obviamente, do nosso ‘pé’.

Segundo a marca, a bateria de iões de lítio pode ser carregada através de uma tomada e armazena 17,3 kWh. De série, vem incluído um cabo de carregamento para tomadas domésticas e industriais. O carregamento pode ser programado através do visor gráfico no cabo de carregamento ou através do MMI. O carregamento completo através de uma tomada industrial com uma potência de 7,2 kW demora cerca de duas horas e meia. Já numa tomada doméstica com uma potência de 2,3 kW, ascende às oito horas.

Motorizações e versões disponíveis

Em matéria “Q7”, além do Q7 e-tron 3.0 TDI quattro, há mais duas motorizações disponíveis. O Q7 ‘normal’ equipado com um bloco 3.0 TDI que pode surgir com potências de 218 cv ou 272 cv e preços a partir dos 82.921€ e 92.571€, respetivamente; o SQ7 TDI que conta com um motor 4.0 TDI e 435 cv, a partir dos 124.461€.

Para o Audi Q7, os apreciadores de uma veia mais desportiva podem adquirir o pacote S Line por 6180€; os apreciadores de maior requinte têm o pack Audi Design Selection, por 14.025€; os amantes de tecnologia têm à disposição o pack Techno, por 6155€. No SQ7 TDI pode-se encontrar os packs Audi Design Selection e Techno, por 11.460€ e 6155€, respetivamente, e ainda optarem por um diferencial desportivo que inclui estabilização ativa por 7075€.

Equipamento Opcional

Neste capítulo, e como é normal, há um grande rol de equipamento. Algo que é bem espelhado pelo facto de o Audi Q7 e-tron 3.0 TDI quattro ter um custo base de 94.910€ e a versão ensaiada orçar os 127.115€.

Advanced key com sensor de movimento para abertura da bagageira (1.155€); Audi Connect (370€); Audi phone box (525€); Bancos aquecidos à frente (465€); Bancos da segunda fila com regulação longitudinal (465€); Bancos dianteiros desportivos (1.905€); Bancos dianteiros eléctricos com memória para o condutor (395€); Coluna da direcção com regulação eléctrica em altura e profundidade (480€); Cortina traseira manual e cortinas laterais manuais (335€); Engate de reboque retráctil electricamente (1.610€); Estação de carregamento (335€); Estofos em couro Valcona (1.610€); Faróis em Matrix LED (3.070€); Head up display (1.655€); Inserções superiores alumínio escovado, inferiores alumínio/beaufort preto (2.365€); Night Vision (2.500€); Pacote de Assistência em cidade (1.205€); Pacote de Assistência em conduçãO (2.070€); Pacote de luzes ambiente (680€); Preparação para Rear Seat Entertainment (230€); Sistema de calhas para a bagageira (335€); Sistema de monitorização da pressão dos pneus – Advanced (360€); sistema de som BOSE Surround com som 3D (1.370€); suspensão pneumática adaptável (2.440€); volante desportivo multifunções Plus, em couro, aquecido, com patilhas (415€).

Concorrentes

Em bom rigor, sendo o Audi Q7 e-tron 3.0 TDI quattro o primeiro modelo híbrido plug-in do segmento com motor diesel e tração quattro, não tem quaisquer concorrentes diretos. Mas claro que podemos sempre falar de alguns rivais da realidade híbrida, com a devida ressalva de motorização (ser um sistema gasolina/elétrico) e oscilações de potências. Falamos por exemplo do Volvo XC 90 Momentum T8 que debita 407cv. O preço inicia-se nos 87.994€. Já o BMW 5 xDrive40e – que conta com motor 2.0 a gasolina – com 313 cv, o preço começa nos 80.480€. Quanto ao Lexus RX 450h Business com motor V6 a gasolina e 335 cv, encontra-se nos 82.770€.

Balanço Final

Imponente, tecnológico, espaçoso, confortável, um prazer. Em traços gerais, são as características que ficam da experiência Audi Q7 e-tron 3.0 TDI quattro. O modelo satisfaz a um ponto em que até o seu expressivo peso (2445 kg) também tem um lado que o faz jogar a seu favor, acabando por lhe atribuir charme, contribuindo para um comportamento cheio de personalidade, aventureiro e aguerrido. Sentimos feeling ao volante, uma sensação que navega entre as suas dimensões, o seu conforto, a sua imponência e potência. Características que juntas originam uma franca satisfação e um sorriso na cara. Sentimos que temos o domínio completo do asfalto… e que podemos dar largas à imaginação fora dele!

Mais: Conforto; Pragmatismo de utilização; Espaço; Tecnologia

Menos: Peso; Diferença entre consumo anunciado/real; Quantidade de Equipamento Opcional

André Duarte

FICHA TÉCNICA

Motor

Tipo – sistema híbrido: Motor Diesel de 6 cilindros em V com turbocompressor (combustão) e Baterias de iões de lítio (elétrico)

Cilindrada (cm3) – 2967

Diâmetro x curso (mm) – 83,0 x 91,4

Taxa de compressão – 16,0:1

Potência máxima combinada (cv) – 373

Binário máximo combinado (Nm) – 700

Transmissão e direcção – integral permanente, diferencial central autoblocante, caixa automática tiptronic de 8 velocidades; Direção eletromecânica com servo-assistência

Suspensão (fr/tr) – Independente com braços sobrepostos à frente e amortecimento pneumático; Independente multibraços atrás com amortecimento pneumático

Prestações e consumos

Aceleração 0-100 km/h (s) – 6,2s

Velocidade máxima (km/h) – 230 km/h (limitada a 135 km/h em modo elétrico)

Consumos Misto (l/100 km) – 1,8

Emissões de CO2 combinadas (g/km) – 48 a 50

Dimensões e pesos

Comp./largura/altura (mm) – 5051/1968/1741

Distância entre eixos (mm) – 2994

Largura de vias (fr/tr) (mm) – 1663/1675

Travões (fr/tr) – Discos ventilados

Peso (kg) – 2445 (sem condutor)

Capacidade da bagageira (l) – 650

Depósito de combustível (l) – 75

Pneus (fr/tr) – 255/55 R 19

Preço versão ensaiada (€) – 127.115€

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