Hyundai i10 GPL: De fazer tremer os melhores

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

A Hyundai já se tornou numa das marcas a ter em conta no panorama automóvel europeu. A cada modelo que lança, independentemente do segmento onde o faz, o fabricante coreano está a fazer a ‘vida negra’ aos seus concorrentes europeus. Uma das provas disso é o novo i10 GPL (que o mesmo é dizer bifuel), ideal para as voltas na cidade e poupado como poucos, graças aos consumos contidos do motor a gasolina e do baixo preço do GPL.

Em termos estéticos, o mais pequeno modelo da Hyundai (3,66 metros de comprimento) nada fica a dever aos seus rivais europeus. As linhas do i10 são extremamente agradáveis, aqui e ali com um toque de agressividade que lhe assenta bem, tem uma traseira de aspeto robusto e utiliza luzes diurnas em LED, que lhe acentuam a modernidade. Dispõe de uma entrada USB, duas de 12v, uma AUX e tem um monitor tátil de sete polegadas, compatível com os sistemas Car Play e Android Auto, Bluetooth, MP3, ar condicionado manual desde a versão de acesso e os principais sistemas de segurança ativa e passiva

Com uma lotação de cinco passageiros (embora o quinto vá um pouco apertado) o espaço interior é desafogado, não faltam espaços de arrumação, incluindo bolsas nas portas traseiras, porta copos e porta-luvas fechado. Gostamos menos da presença de apenas uma luz no habitáculo e da ausência de pegas para os passageiros traseiros.

A mala tem uma capacidade correta (declarada pela marca) de 252 litros e todos os materiais estão corretamente montados, assegurando longos quilómetros sem ruídos parasitas.

Citadino por excelência

O motor de 1.0 Mpi de três cilindros debita apenas 67 cavalos, suficientes para o trânsito urbano, onde se move como peixe na água. A posição elevada da alavanca da caixa de velocidades e a ligeireza de todos os comandos tornam a condução deste i10 bastante agradável.

Com tão pouca potência disponível o comportamento do i10 é seguro em todas as circunstâncias. Mas, em cerca de duas centenas de quilómetros de um misto de autoestrada e estradas de montanha, com três adultos a bordo, tornaram-se claras as limitações do pequeno motor, um pouco curto para mover 1.064 quilos. Não há milagres, mas a agradável sonoridade dos três cilindros fazem-nos esquecer as constantes passagens de caixa (já agora, a quinta podia ser um tudo nada mais curta).

Consumos baixos

Apesar de a GPL o computador de bordo ter chegado a registar consumos de 8,5 l/100 km em cidade, convém não esquecer que já se consegue encontrar (pelo menos no Porto) postos com GPL a 0,61 cêntimos por litro. Funcionando exclusivamente a gasolina conseguimos consumos de 5,5 l/100 km.

Fazendo fé apenas na autonomia registada pelo computador de bordo, os dois depósitos de combustível, num total de 40 litros, sendo 27 de GPL, permitem uma autonomia teórica de mil quilómetros.

As duas versões bifuel do i10 custam 13.214 e 14.214 euros, mas o i10 pode ser comprado a partir dos 12.012 euros exclusivamente a gasolina. A versão de topo, com uma caixa automática de quatro velocidades, custa 16.294 euros.

A Hyundai dá cinco anos de garantia sem limite de quilometragem, durante os quais oferece a assistência em viagem e check-ups anuais.

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