Hyundai Ioniq: Híbrido cheio de energia…

Reis Pinto
Reis Pinto
Jornalista
Jornalista

A Hyundai está imparável e, com o Ioniq, é a única marca que dispõe de um modelo híbrido, híbrido plug-in e elétrico, embora a Portugal apenas ainda tenha chegado o primeiro deles. Com 141 enérgicos cavalos e uma estética agradável o Ioniq foi ensaiado pelo Motor24 ao longo de mais de 500 quilómetros. E para primeira incursão no mundo dos híbridos, a Hyundai saiu-se bastante bem.

Para o ataque ao líder do segmento a Hyundai não olhou a meios e se, esteticamente algum defeito se lhe pode apontar, é o da colagem da traseira ao seu grande rival, o Toyota Prius. Tal como no concorrente, a mala está dividida em duas superfícies vidradas, mas não dispõe de um limpa para-brisas e a solução encontrada não permite uma boa visibilidade para o que se passa atrás.

Este Ioniq segue a linguagem estética da marca, com uma frente agressiva, que se destaca por onde passa. Com toda a carga subjetiva inerente, é um carro agradável à vista, com um perfil em cunha que lhe assenta bem. É mais “normal” que o Prius, uma opção que se estende ao interior, onde a marca poderia ter ido um pouco mais longe. Haverá, talvez, um excesso de botões e teclas, mas nada que um ou dois dias de habituação não resolvam.

O monitor tátil de oito polegadas está bem colocado, não obrigando a desviar em demasia os olhos da estrada e o painel de instrumentos é bastante legível, com informações concisas e bem distribuídas.

Não faltam locais de arrumação e o espaço é mais do que suficiente para quatro adultos viajarem à larga, sendo que o banco traseiro central, embora acomode facilmente um quinto passageiro, não oferece o mês o conforto, e pouca bagagem terá de ficar em casa (segundo a marca, a mala oferece uma capacidade de 550 litros e tem uma prática cobertura, que desliza facilmente em calhas).

Por outro lado, o Ioniq tem um vasto equipamento de série, sem lacunas graves a apontar, e disponibiliza diversos sistemas de segurança ativa e passiva, incluído travagem autónoma de emergência, sinalização de travagem de emergência (liga automaticamente os quatros piscas) ou o sistema de manutenção na faixa de rodagem.

Motorização

Para mover este Ioniq, a Hyundai escolheu um motor a gasolina 1.6, de 108 cavalos e uma unidade de motorização elétrica de 43 cavalos. A potência combinada atinge uns suficientes 141 cavalos, passados às rodas da frente através de uma caixa de dupla embraiagem de seis velocidades. Apesar de estar disponível um modo de condução Sport, não existem patilhas no volante e as velocidades podem ser passadas manualmente, em modo sequencial, na alavanca de velocidades.

Dá um pouco mais de sal na condução, mas não estamos, definitivamente, perante um desportivo, e é preferível deixar a caixa decidir, sozinha, qual a melhor relação. Até porque os consumos se ressentem.

Em andamento, nota-se uma alternância algo brusca entre o motor elétrico e o de combustão, mas nada que belisque o conforto e a serenidade a bordo.

Tivemos alguma dificuldade em carregar completamente as baterias e nunca conseguimos atingir os consumos declarados pela marca (3,9l/100 km). Registámos um mínimo de 4,2 l, o que é uma excelente marca, mas rodamos mais frequentemente entre os 5,5 e os 6 litros aos 100.

Para a primeira incursão de uma marca neste mundo dos compactos híbridos fazer tudo quase tão bem como o rival direto e líder do mercado, o Prius, que está no mercado desde 1997, diz bem da capacidade técnica da marca coreana. E está para breve a chegada do Plug-in e de um Ioniq exclusivamente elétrico (versão que a concorrência não possui).

A unidade por nós ensaiada custava 33.056 euros, oferecendo cinco anos de garantia sem limitação de quilometragem e uma oferta de oito anos e 200 mil quilómetros para as baterias.

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