#DeleteUber já custou 200 mil utilizadores

M. Francis Portela
Investigador

Depois da hashtag #DeleteUber ter sido moda no Twitter, os números finais já chegaram e o serviço de procura de transportes individuais viu mais de 200 mil utilizadores apagaram a aplicação dos seus smartphones. Este boicote foi motivado por uma reação intempestiva às novas políticas imigratórias da administração Trump. Quem aproveitou foi a Lyft, uma rival da Uber que entrou no top 10 de aplicações mais procuradas na última semana.

Esta história surgiu quando Donald Trump anunciou uma moratória na entrada de emigrantes oriundos de sete países de maioria muçulmana e onde a sociedade civil está em situação periclitante. Em resposta, a Aliança de Taxistas de Nova York resolveu boicotar a tomada de passageiros no Aeroporto Internacional JFK. A Uber anunciou que iria realizar o serviço sem recorrer a tarifas adicionais de emergência, mas a mensagem foi recebida pelo público como uma tentativa de furar uma greve, algo a que o público nova-iorquino é avesso.

A hashtag #DeleteUber tornou-se rapidamente um dos principais tópicos no Twitter, associando-se ao sentimento anti-Trump e sendo percebido como uma forma de lucrar com a proibição da entrada de emigrantes. Entretanto, uma reportagem do jornal New York Times confirmou uma perda de mais de 200 mil clientes, que se viraram para a Lyft. Como resposta, Travis Kalanick, CEO da Uber, teve que anunciar doações a grupos de defesa dos direitos das minorias, como o ACLU, e deverá abandonar o seu posto de conselheiro da presidência.