80 anos do lendário Spitfire contados pela Aston Martin

M. Francis Portela
Investigador

A Aston Martin é um dos principais símbolos da engenharia britânica automóvel. O Spitfire é um dos símbolos da engenharia aeronáutica britânica. No entanto, foi preciso esperar quase 80 anos para ver estas duas lendas juntarem forças.

Um dos mais famosos aviões da Segunda Guerra Mundial, amplamente usado pela Força Aérea Britânica (RAF), o Spitfire vai festejar o seu 80.º aniversário em 2018. Mas o concessionário da Aston Martin em Cambridge, a Jardine Motors, não quis esperar e encomendou à Q by Aston Martin oito exemplares para uma série muito limitada do V12 Vantage S, prestando homenagem ao Spitfire.

O Spitfire foi desenvolvido e construído pela Supermarine Aviation Works, uma subsidiária da Vickers-Armstrong (empresa cujos negócios foram separados e estão hoje distribuídos entre a Rolls-Royce e Alvis). O avião britânico foi desenhado entre 1931 e 1936, por RJ Mitchell, e o primeiro protótipo foi testado a 5 de março de 1936, com o piloto de testes da RAF a dizer aos engenheiros “não mexam em nada”.

Em 1938, o primeiro modelo de produção saiu da linha de montagem, seguindo a nova linha de design com asas rebaixadas e carroçaria integralmente construída em metal. Com uma envergardura de 11,23 metros e um peso de 2297 kg, era equipado com um motor Rolls-Royce Merlin, que durante os anos subiu dos 1030 aos 2340 cv, o que lhe permitiu atingir recordes de velocidade 606 mph (975 km/h) em voo picado, em 1943, e de altitude de 51.550 pés (15.712 metros) em 1952.

A produção terminou em 1948, com 20.531 exemplares construídos. Foi utilizado pelas forças aéreas de 33 países, incluindo Portugal, e os últimos modelos só foram retirados de serviço em 1961. Atualmente, nada menos que 55 exemplares ainda estão em condições de voar, o mais antigo de 1939.