Hyundai i30: Cada vez mais e melhor

Silva Pires
Silva Pires
Jornalista

Dia 11 de fevereiro estará aí para provar que na Hyundai não se brinca em serviço. O novo i30 tem as qualidades para representar um papel fulcral na gama do construtor. Dois volumes e cinco portas com ar robusto, traz uma oferta que vai do 1.0 turbo de três cilindros ao diesel 1.6. E não falta a caixa automática de dupla embraiagem e sete velocidades. Os preços começam nos 20 950 euros.

A ofensiva Hyundai continua. O novo i30 vem confirmar a capacidade da marca sul-coreana que anuncia o objetivo de tornar-se o maior construtor asiático na Europa em 2021. É o modelo que pretende ser o coração de uma nova gama e projetar o ADN da marca. E facto é que um primeiro contacto com o carro deixa admitir que a Hyundai continua a aproveitar cada lançamento para mostrar sempre mais qualidade e um desenvolvimento sustentado.
O i30, dois volumes de cinco portas, desenhado, desenvolvido e construído na Europa, começa por convencer no estilo, marcado também pela novidade da grelha em cascata, futuro rosto da marca, Proporções equilibradas, formas capazes de serem consensuais, redunda na imagem de um carro moderno e menos identificado com aquelas soluções que caracterizam um modelo asiático. A tudo isto acresce uma ideia de maior robustez, a qual ganha ainda mais com o facto de o carro assentar muito bem na estrada – uma postura que inspira confiança.

No interior, a renovação também marca pontos no estilo. Agora não falta o grande ecrã central, estilo tablet, inserido numa solução que passa a horizontalizar a instrumentação. Os comandos por botões são menos, mas houve o cuidado de não apostar numa minimalização que, às vezes, é problemática quando se pensa nos aspetos práticos da utilização.

Um reparo

A qualidade percebida está em bom plano mas é uma pena que a aposta não tenha sido levada um pouco mais além, quando tanto se fez e se usam, na apresentação, mesmo que com muito cuidado, termos como premium. O plástico, negro e frio, que suporta os apoios de braços nas portas contrasta em excesso com os outros materiais idênticos, mais agradáveis à vista e ao toque. É o único pormenor passível de crítica, num ambiente agradável em que se experimenta conforto e uma habitabilidade dentro do exigível. A bagageira (395 litros/1301 com os bancos rebatidos) é o complemento à medida de um bom produto deste segmento.

No que respeita a equipamento, a Hyundai afina pelo diapasão comum aos grandes construtores generalistas e alarga o pacote a níveis que permitem dispor de praticamente tudo o que hoje ajuda à diferença. É o caminho natural para uma marca com ambições que impõem a conquista de públicos mais exigentes – a inevitável democratização da tecnologia.

Travagem autónoma de emergência, alerta de cansaço ao condutor, cruise-control adaptativo, detetor de ângulo morto, detetor de aproximação pela traseira (ideal quando se sai de um estacionamento em espinha), aviso dos limites de velocidade, aviso de manutenção na faixa, máximos automáticos são dispositivos que integram o alargado pacote de equipamento disponível e constituem importantes argumentos de segurança.

Motores e condução

Plataforma apurada, afinação convincente da suspensão, que contempla a solução multibraços na traseira, o i30 é um tração dianteira com cinco motorizações – duas a gasolina (1.0 T-GDi, três cilindros, 120 cv; 1.4 GDi, 140 cv) e um diesel (1.6 CRDI, 95/110/136 cv) – e duas transmissões (manual de seis velocidades e automática de dupla embraiagem com sete velocidades).

O três cilindros que faz a entrada de gama (a partir de 20.950 euros) revela-se capaz de cumprir os mínimos. Faz- se ouvir no habitáculo e quando a estrada empina deixa perceber que não é para automobilistas muito exigentes. Não surpreende em termos de consumos.
Já o novo 1.4GDI (a partir de 22.900 euros) é uma surpresa. Com um incremento de 48% (!) no binário (242 Nm) e 140 cv, mostra muita alma, capacidade de despacho e impressiona pelo conforto de rolamento, no que é ajudado por boa insonorização.

Acrescentar-lhe a caixa automática, que também conta com pastilhas no volante e a opção Sport, é a cereja no topo do bolo. São mais 1.500€ para conseguir um invejável prazer de condução e até a promessa de melhores consumos.

O Diesel mais potente é o que se sabe, honesto, igualmente bem insonorizado, constitui escolha com a qual os adeptos deste combustível devem criar empatia fácil (ainda não há preços). Em Portugal, estará disponível também a mais económica versão de 110 cv (a partir de 24.500 euros). A caixa automática está igualmente disponível e vale a pena insistir no convite aos mais céticos: experimentem! Para tudo isto, mantém-se a bandeira da confiança no produto: cinco anos de garantia.

Gama para alargar

A grande aposta da Hyundai no i30 vai implicar o alargamento da gama a mais três propostas. A próxima será uma carrinha, a mostrar já no Salão de Genéve e para comercializar ainda este ano. Segue-se um desportivo que, diz-se, contará com um motor de 180 cv.

No fim do ano, e para comercializar em 2018, surgirá a versão berlina, na qual a marca deposita grandes esperanças.

Estas novidades inserem-se numa ofensiva que contempla o lançamento de 14 novos modelos até 2020!

FICHA TÉCNICA
1.0 T-GDI
Motor: 998 cc, três cilindros turbo, injeção direta
Potência: 120 cv/6000 rpm
Binário máximo: 171 Nm/4000 rpm
Transmissão: caixa manual de 6 velocidades
Aceleração 0-100: 11,1 s (11,3*)
Velocidade máxima: 190 km/h (187*)
Consumo combinado: 5 l/100 (4,5*)
Emissões de CO2: 115 g/km (103*)
Preço: a partir de 20 950 euros
(*) Versão Eco

1.4 T-GDI
Motor: 1353 cc, turbo, injeção direta
Potência: 140 cv/6000 rpm
Binário máximo: 242 Nm/1500 rpm
Transmissão: caixa manual de 6 velocidades ou automática de dupla embraiagem com 7 velocidades
Aceleração 0-100: 8,9 s (9,2*)
Velocidade máxima: 210 km/h (205*)
Consumo combinado: 5,5 l/100 (4,8*)
Emissões de CO2: 125 g/km (109*)
Preço: a partir de 24 500 euros
(*) Versão caixa automática

1.6 CRDi (110 cv)
Motor: 1582 cc, turbodiesel, injeção direta
Potência: 110 cv/6000 rpm
Binário máximo: 280 Nm/1500-2500 rpm
Transmissão: caixa manual de 6 velocidades ou automática de dupla embraiagem com 7 velocidades
Aceleração 0-100: 11 s (11,2*)
Velocidade máxima: 190 km/h
Consumo combinado: 4,1 l/100 (3,4*)
Emissões de CO2: 109 g/km (89*)
Preço: a partir de 20 950 euros
(*)Versão caixa automática

Motor CRDi (136 cv)
Motor: 1582 cc, turbodiesel, injeção direta
Potência: 136 cv/6000 rpm
Binário máximo: 280 Nm/1500-2500 rpm (300 Nm-1750-2500 rpm*)
Transmissão: caixa manual de 6 velocidades ou automática de dupla embraiagem com 7 velocidades
Aceleração 0-100: 10,2 s (10,6*)
Velocidade máxima: 200 km/h
Consumo combinado: 4,1 l/100 (3,8*)
Emissões de CO2: 109 g/km (99*)
Preço: ainda não definido
(*)Versão caixa automática

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