Jeep Compass: Entre o SUV e a tradição

Silva Pires
Silva Pires
Jornalista

A Jeep vai ter um SUV compacto. Chama-se Compact, bate-se em dimensões com a concorrência, chega em outubro, ainda não tem preço e já vai ser comercializado pela Fiat. A versão 4×2 tem motores 1.6 Diesel e 1.4 a gasolina.

Entre o Renegade e o Cherokee havia um buraco na gama Jeep. E logo num espaço onde cabem os SUV compactos que dominam as atenções e as vendas na Europa. E, vai daí, o famoso emblema americano ligado à Fiat, “inventa” o Compass que a Portugal apenas chega em Outubro, quando o construtor de Turim assumir a representação da “sua” marca, trazida para Portugal pelos espanhóis do Grupo Bergé, quase há 20 anos.

O Compass tem a identidade estampada na frente, com a tradicional grelha de sete elementos, foi desenhado por americanos mas aproxima-se de um estilo mais europeu. Até se deixa influenciar pelos soluções bicolores, cada vez mais populares no Velho Continente e que até começam a cativar os portugueses.

O interior é simpático, ambiente jovem, design feliz. Menos convincente é a qualidade dos materiais, designadamente pela escolha de muitos plásticos frios e menos agradáveis ao toque, soluções que, na Europa, surgem muito pouco a este nível. De qualquer forma, a montagem deu boas indicações, quando se pisaram maus pisos.

Com 4,59 metros de comprimento, 1,81 de largura e 1,62 de altura – medidas ao nível da principal concorrência, designadamente o referencial Qashqai – , em termos de espaço, a proposta dispensa grandes reparos, seja na comodidade para os passageiros como na capacidade da bagageira: 368 litros os 438 no caso de se prescindir do pneu sobressalente em favor do kit anti-furo.

No que respeita ao equipamento vamos ter de esperar para ver, mas há, como se tornou habitual, uma grande aposta no sistema de infoentretenimento e na conectividade. E não faltam dispositivos de segurança.

A gama vai assentar numa oferta que cumpre dois objetivos. Por um lado, o SUV, batizado Limited, um 4×2, com generosa distância ao solo (21,5 cm); por outro, a tradição, o Jeep, o 4×4 mais alto (22,9 cm de distância ao solo) e outra capacidade no todo-o-terreno. Para tanto, o Trailhawk, é o nome da versão, disponibiliza apurada eletrónica que permite oito escolhas para a transmissão com quatro modos de bloqueio. O ângulo de entrada é de 30 graus, o de saída 33,6.

Construído sobra e plataforma do Fiat 500X, o Compass contará com conhecidas motorizações da marca italiana, os 1.6 Diesel de 120 cv e 1.4 a gasolina com 140 cv, ambos com caixa manual de seis velocidades. Para o 4×4 há um 2.0 diesel de 170 cv que pode receber uma caixa automática de nove velocidades.

A comercialização está programada para outubro e, naturalmente, é muito cedo para se falar em preços. De qualquer forma, por essa Europa fora haverá Compass Limited a partir dos 25 mil euros para a versão Diesel, ainda, por certo, a opção preferida dos portugueses.

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