Quando a civilização acabar, o Mad Max não vai poder enfrentar as gangues armadas ao volante de um carro australiano. A indústria automóvel deste país era uma versão em ponto pequeno da americana, com as fábricas locais da General Motors (Holden) e Ford a manterem viva uma grande rivalidade durante décadas, que se via nos seus produtos mais desportivos. Mas o mundo mudou, as economias de escala chegaram e os australianos já não querem carros grandes e potentes.

Por isso, a Holden e a Ford vão encerrar a produção dos lendários modelos locais Holden Commodore e Ford Falcon e vão vender nos stands os mesmos carros que se encontram na Europa e América do Norte. Mas enquanto a Ford já mandou encerrar a sua divisão de performance, a FPV, em 2014, a Holden ainda tem a HSV no ativo para se despedir em beleza este ano, criando uma versão especial do Commodore, o HSV GTSR W1.

A HSV (Holden Special Vehicles) é uma associada da marca australiana da GM, criada pelo antigo diretor de várias equipas de F1, Tom Walkinshaw. O seu último modelo vai ser a derradeira evolução do Holden Commodore, adotando o nome GTSR W1. As principais modificações centram-se no motor, acoplando um compressor mecânico ao 6.2 V8 para aumentar a potência de 431 para 644 cv, o que lhe vai permitir atingir os 100 km/h em apenas 4,2 segundos, apesar de pesar quase 1900 kg.

O HSV GTSR W1 vai ter uma produção limitada a 300 unidades, e vai estar à venda por 169.990 dólares australianos, o equivalente a 121 mil euros.

M. Francis Portela

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