Na sequência do caso das emissões poluentes, a Volkswagen viu-se obrigada a estabelecer um plano de contingência para lidar com o impacto político e financeiro daquela situação.

Traçando, desde já, um novo caminho para o futuro em que a mobilidade elétrica, partilhada e conectada está em grande destaque (denominado ‘Transform 2025+’), a marca alemã viu também a sua aposta na tecnologia de motores de combustão interna sofrer um forte revés, sobretudo pela desconfiança criada em redor dos motores Diesel.

Com Herbert Diess, CEO da Volkswagen, a conceder que o novo caminho da marca passa para a estratégia de eletrificação, com um milhão de veículos elétricos vendidos por ano em 2025, a marca assume agora um novo paradigma para aquele que era, durante muito tempo, um mercado fundamental para a companhia: acabaram-se os Diesel nos Estados Unidos da América (EUA). Ou seja, a Volkswagen retira a sua oferta turbodiesel no continente norte-americano, sendo esta uma consequência da polémica causada com a inclusão de um sistema de manipulação dos gases de óxido de azoto (NOx) seus Diesel.

“Neste momento, assumimos que não vamos oferecer novos veículos Diesel nos Estados Unidos”, referiu Diess ao jornal alemão Handelsblatt.

As vendas de modelos com motores turbodiesel representava um total de 20% no mercado norte-americano, estando assim a Volkswagen a assumir a sua intenção de não voltar a tentar impor-se naquele território com uma tecnologia que tenderá a ser mais dispendiosa no futuro. O caso de Mercedes-Benz é também indicador de uma mudança estratégica, com a marca de Estugarda a ponderar uma eventual saída dos seus motores Diesel naquele mercado.

Note-se que os Diesel nunca tiveram grande aceitação nos Estados Unidos, sempre prejudicado em termos comerciais pelo elevado volume de vendas de modelos a gasolina e pelos baixos preços desse combustível.