O novo descapotável da Ferrari tem 600 CV e um nome ‘fino’

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

A Ferrari havia prometido um novo modelo para hoje e, quando se esperava uma edição especial do 488 GTB para suceder aos 458 Speciale, até já vista em ensaios no circuito de Nürburgring, a marca italiana surpreendeu com um substituto para o California T – eis o Portofino.

Com apresentação oficial para o Salão de Frankfurt, o novo Portofino replica muitas das linhas que se podem encontrar no GTC4Lusso e 812 Superfast, surgindo no mesmo formato de cabrio 2+2 com tejadilho rígido-retrátil. O interior, pautado pelo requinte e luxo, conta igualmente com alguns detalhes inspirados nos seus ‘irmãos maiores’, como o volante, que é o mesmo dos 812 e GTC4Lusso, retirando ainda deste último o sistema de infoentretenimento.

Mas é o motor que é o ‘coração’ de qualquer Ferrari e no caso do Portofino encontra-se uma agora conhecida unidade V8 bi-turbo de 3.9 litros de 600 CV de potência e 760 Nm de binário disponível entre as 3.000 rpm e as 5.250 rpm. A aceleração dos 0 aos 100 km/h cumpre-se em apenas 3,5 segundos e a velocidade máxima está cifrada num patamar acima dos 320 km/h.

A Ferrari adianta que o motor V8 foi bastante melhorado, utilizando novos pistões e uma admissão redesenhada para maior eficácia. Além disso, o sistema de escape foi igualmente refeito num componente único para eliminar qualquer vestígio da resposta do turbo – o turbo lag -, havendo igualmente um sistema de Gestão de Pressão Variável que consegue ajustar o binário nas passagens de caixa, uma vez mais responsabilidade de uma caixa automática de sete velocidades. Graças a tudo isso, a eficiência também foi melhorada: o consumo médio anunciado é de 10,5 l/100 km e as emissões de CO2 ficam nos 245 g/km.

Em termos técnicos, o Portofino utiliza uma série de melhorias no chassis para reduzir o peso em relação ao California T, recorrendo a tecnologias modernas de produção que também permitiram, por outro lado, um aumento na rigidez torsional.

A vertente dinâmica fica ainda reforçada com um revisto diferencial traseiro de terceira geração, o E-Diff3, que surge integrado com o sistema F1-Trac, melhorando a motricidade mecânica e o controlo do carro no limite. É também o primeiro GT na gama a contar com direção assistida elétrica. O sistema de amortecimento dinâmico também foi melhorado para uma dinâmica mais acutilante.

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