Teve muitos nomes e muitos donos, foi afundado e recuperado, e depois ficou demasiado tempo parado. Era tão grande que não conseguia entrar em muitos portos. Era mal-amado por quem o possuía, mas apreciado pelos que o viam ao longe. Era o maior super-petroleiro do mundo, nunca tinha havido algo como ele e desde então nunca houve nada igual.

O seu primeiro dono recusou receber a encomenda, pelo que o estaleiro que o construiu, da empresa japonesa Sumitomo, vendeu-o em 1979 a um armador chinês, que o batizou Seawise Giant. O nome era apropriado. Com 458 metros, era maior que o cruzeiro Queen Mary 2 ou o porta-aviões Enterprise. Era mais comprido do que o Pentágono é largo, e se fosse colocado em posição vertical, como um prémio, seria mais alto que o Empire State Building mas mais baixo que a Torre Sears. Pesava 260 mil toneladas e podia transportar mais de 560 mil toneladas de crude. O seu leme tinha 200 toneladas de peso e a âncora, que hoje está em exposição num museu de Hong Kong, tinha 36 toneladas na balança. Atingia uma velocidade máxima de 16,5 nós (30 km/h), uma velocidade para a qual necessitava de 9 km para parar completamente.

Em 1988 foi atingido por artilharia e afundado durante a Guerra Irão-Iraque. Foi recuperado e reparado em Singapura, nesta fase usando o nome Happy Giant. Mas o novo armador norueguês, que o comprou em 1991, deu-lhe um novo nome: Jahre Viking, a designação pela qual ficou conhecido mais tempo, até 2004. Apesar de ficar muitos anos com ele, o super-petroleiro deu muitos problemas à Loki Streams. Era tão grande que precisava de 3 km só para fazer a manobra de dar a volta. E deslocava tanta água quando estava pessado (com 26 metros de calado) que não conseguia atravessar os canais do Panamá e de Suez, nem sequer o Canal da Mancha. Muitas vezes, necessitava de ser intercetado por um petroleiro mais pequeno, para fazer uma transferência e levar o crude aos portos.

Finalmente, em 2004, foi renomeado Knock Nevis, mas deixou de navegar, ficando ancorado como reservatório ao lado do Qatar. Aí ficou até 2009, quando uma empresa indiana o comprou para o abater, desmantelando-o para reciclar o metal.

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