O interesse nos aviões espaciais continua a crescer, com novos projetos a juntarem-se a outros que já tinham sido anunciados. Depois da SpaceX e da Virgin Galactic, também Jeff Bezos, dono da Amazon, entrou na indústria com a sua nova empresa, a Blue Origin. Mas também surgiu uma nova empresa interessada neste mercado, a Supernature, fundada por um magnata da construção do Texas, Jeff Milam.

A proposta de Milam é criar um jato hipersónico, capaz de atingir qualquer ponto do planeta num máximo de quatro horas, atingindo uma altitude de 100 mil pés (30 mil metros), transportando um máximo de 100 passageiros. No entanto, apesar de ter revelado que está pronto para investir 20 milhões de dólares do seu próprio dinheiro, admite que vai ter problemas com o desenvolvimento tecnológico, e que para criar um protótipo poderá necessitar de apoio financeiro estatal e apoio técnico da NASA.

Empresas tradicionais da aviação como a Boeing e Airbus têm tido pouco sucesso em transformar os seus conceitos em realidade, de um modo que possam servir para uso comercial. As peças necessitam de níveis muito particulares de resistência para aguentar o calor gerado por velocidades hipersónicas. Apenas as Forças Armadas ou a NASA podem dar-se ao luxo de pagar os custos de desenvolvimento destas novas tecnologias sem hipótese de recuperação financeira do investimento. Tanto que a Lockheed Martin está a desenvolver um avião hipersónico para uso militar.

Mas a construtora de motores Rocketdyne está otimista, revelando que a impressão 3D pode criar formas diferentes de peças que podem aguentar o calor. A simples ideia de criar aviações que podem viajar nos limites da atmosfera terrestre é inspiração suficiente para os criativos desta comunidade, e todas as empresas do setor vão querer ser pioneiras neste tipo de tecnologia, pelo que um avião espacial funcional poderá surgir a meio prazo, nem que seja primeiro como veículo militar.

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