Só existem duas marcas americanas de automóveis cujos modelos podem ser transformados em limusine e manter o estilo do costume: Cadillac e Lincoln. E apenas esta última tem a imponência necessária para ser realmente levada a sério. Ter uma limusine Lincoln é um símbolo de poder e estatuto. É por isso que políticos americanos como o presidente Lyndon Johnson, o governardor Nelson Rockfeller e até o músico Elvis Presley e o fundador da Playboy, Hugh Hefner, tiveram uma destas.

Em particular, “uma destas” significa uma conversão do Lincoln Continental feita pela Lehmann-Peterson. Esta empresa de Chicago preparou nada menos que 567 versões estendidas deste carro americano, entre 1964 e 1970. E estas conversões eram tão boas que a divisão de carros da luxo da Ford até lhes dava garantia. Este exemplar em particular foi encomendado em 1965 por Steve McQueen. O ator tinha um gosto particular pela condução, mas para algumas funções precisava de se fazer transportar com estilo.

Como é habitual nos automóveis de luxo da época, o tejadilho tem uma cobertura de vinil, embora tapando uma folha de metal, que ajudava a manter a rigidez do Continental. Tinha um motor V8 de 7000 cc com 350 cv, potência suficiente para lidar com as modificações, que incluíam uma participação entre os bancos dianteiros e traseiros, cinco lugares traseiros (dois invididuais) e um bar que se abre com o toque de um botão e inclui um serviço de cristal. Para manter o conforto para os passageiros, já vinha com ar condicionado.

Este exemplar tem menos de 45 mil quilómetros no tacómetro, documentos provando a sua aquisição pelo ator de “Bullitt”, e se o quiser comprar, vai estar à venda em julho no leilão da Sothebys em Santa Monica, Califórnia, onde o proprietário espera conseguir até 150 mil dólares por ele. Fica mais barato que algumas limusines modernas, e vai sempre poder dizer que está no carro do Steve McQueen…

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