F1: Mercedes hesita na escolha do sucessor de Rosberg

A Mercedes está hesitante relativamente ao que vai fazer para substituir Nico Rosberg, mas no final do dia de hoje já haverá, pelo menos, um caminho a seguir. Independentemente do piloto que quer – que não é forçosamente o que conseguirá ter – a Mercedes tem em primeiro lugar que delinear a sua estratégia.

Tendo agora um lugar em aberto no seu line up de piloto a primeira coisa que Toto Wolff e Niki Lauda têm que decidir é se vão apostar num piloto à altura de Nico Rosberg – ou eventualmente ainda melhor – ou por outro lado utilizam já qualquer dos pilotos da sua ‘cantera’, leia-se Pascal Wehrlein ou Esteban Ocon…

Depois do que a estrutura da Mercedes passou nos últimos anos devido ao facto de ter uma dupla equilibrada de pilotos, a decisão pode ser agora optar por uma estratégia diferente, por exemplo a que tantos frutos deu à Ferrari nos anos de Michael Schumacher, em que o foco era colocado no primeiro piloto e o segundo limitava-se a obter pontos para o Mundial de Construtores. Portanto essa é a primeira decisão da Mercedes, e para já não é clara.

Parece – simplesmente parece- que a Mercedes quer uma dupla de pilotos forte, e nesse contexto, há o bom e o ótimo. O ótimo era um pilotos como Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo ou Max Verstappen. E aqui começam os problemas pois todos eles estão sob contrato. Os homens da Red Bull, nem pensar, a Mercedes não gastaria o que seria necessário para desvincular qualquer deles, ainda menos ‘Mad Max’, e Sebastian Vettel já tornou claro que tem contrato e não irá para a Mercedes. Quanto a Fernando Alonso, veio a público dizer que “é uma honra ser piloto da McLaren-Honda” mas este caso é bem diferente e esta é a melhor janela de oportunidade que a Mercedes tem. Se quiser voltar a ter uma dupla muito forte, provavelmente até mais forte do que teve entre 2013 e 2016. Mas há outras soluções.

A mais evidente é Valtteri Bottas. Toto Wolff é o seu manager, todos sabemos o que vale Bottas, e não sendo, ao que parece, piloto para lutar de imediato pelas vitórias, garante resultados nos primeiros lugares. Se a adaptação fosse boa, já mostrou que pode andar na frente. Não é por acaso que está de olho na Ferrari, quando para o ano Raikkonen se for embora, o que é bem provável. O outro é Sergio Pérez, pois sabe-se que a Mercedes já tentou Nico Hulkenberg junto da Renault e esta disse que não…

Por outro lado, convém não esquecer, que por vezes circunstâncias inesperadas podem fazer reverter decisões como as de Jenson Button e Felipe Massa, que saíram da F1, o brasileiro definitivamente, e o inglês, também deixou perceber que também não volta. Agora, já ninguém diz nada, mas estas são probabilidades bem menores…

Há a possibilidade de alguma grande surpresa? Toto Wolff já disse que não quer interferir na vida da Ferrari, dizendo nem sequer saber se Vettel gostaria de ir para a Mercedes, e disse que o mesmo se aplica à McLaren: “O que fariam a Ferrari e McLaren sem Vettel e Alonso em dezembro? Ou a Williams sem o (Valtteri) Bottas? Essa opção ainda é a que gosto menos” disse Wolff referindo-se ao facto de não querer deixar uma equipa fornecida pela Mercedes sem uma opção viável de piloto. Se olharmos para os sinais que saem de Brackley, agora, diríamos, Pascal Wehrlein ou Esteban Ocon…

José Luis Abreu / Autosport