Hyundai Kauai: Um elogio à diferença

Silva Pires
Silva Pires
Jornalista

É o mais jovem e emotivo dos Hyundai, o “pequeno” SUV Kauai. Irreverente no estilo, atrativo também por dentro, espaçoso q.b. vai arrancar em outubro com dois motores a gasolina (1.0 e 1.6). O Diesel (1.6) fica prometido para junho… de 2018. Um carro bem conseguido, para o qual ainda não há preços.

A Hyundai tem feito uma enorme evolução em termos de estilo. É o resultado do trabalho encetado com a entrada no grupo de Peter Schcreyer, o designer vindo da Volkswagen que começou por apurar, com reconhecido êxito, o estilo da Kia, a qual passou a ser vista como a mais europeia das marcas do conglomerado sul-coreano.

Ora o seu empenhamento na Hyundai – que quer ser o construtor asiático mais vendido no Velho Continente em 2021 – conhece agora a mais exuberante prova do talento do alemão formado no Royal College of Art. O Kauai – nome exclusivo para Portugal, dado as implicações fonéticas de usar a designação Kona, utilizada em todo o mundo – é o mais emotivo dos Hyundai e aquele que parece capaz de conquistar um público mais jovem.

Estamos face a um SUV que reúne todos os condimentos em termos de estilo: originalidade, equilíbrio, ousadia e frescura! Tudo isto autenticamente estampado na imagem de liberdade e aventura ligadas ao conceito que continua a conquistar clientes por todo o lado e constitui, percentualmente, a escolha mais bem sucedida no setor automóvel, oferta a que marca alguma resiste, sob pena de perder uma corrida… decisiva.

Muita diferença

O Kauai tem uma frente original, dominada pela grelha em cascata que se tornou imagem de marca, mas em que pontifica a originalidade dos faróis em três níveis: os LED diurnos rasgados em posição elevada junto ao termo do capô, as ópticas em posição média, associadas às proteções dos guarda-lamas, enfim, as luzes de nevoeiro chegadas ao limite inferior da carroçaria, rematada por uma curiosa solução para o defletor aerodinâmico. Diferente de tudo, moderno, desportivo – conseguido!

De perfil, o SUV tem elegância, cintura bem definida, elevada e em cunha, e revela um trabalho bem feito na transmissão da força que se associa ao conceito, seja pela bordadura escura do contorno, como pelo músculo que acompanha a “entrada” dos guarda-lamas. Pára-brisas bem inclinado e um tejadilho com o toque de coupé acentuam a desportividade.

Enfim, a traseira constitui uma projeção do estilo, incluindo outra vez as óticas nas proteções dos guarda-lamas, muito esculpidos e a passar uma ideia de dinâmica muito impressiva, a rematar uma postura exemplar em estrada (a distância ao solo é de 17 cm).

Custa não reconhecer a diferença no Kauai – que também aposta nas ofertas bicolores com combinações bem sugestivas – e bem assim não aceitar que se trata uma forma exuberante de apresentar um SUV com as dimensões próprias do seu segmento (é concorrente do referencial Renault Captur e do Mazda CX-3, por exemplo): 4,16 metros de comprimento, 1,80 de largura, 1,55 de altura.

Interior jovem e desafogado

Para estas dimensões uma distância entre eixos de 2,60 metros, que permite um habitáculo desafogado, sem surpreender, onde quatro pessoas viajam com conforto e cinco têm de se encolher atrás (88 cm de espaço paras pernas). Aqui o espaço também não é muito para a cabeça, situação que não surpreende a este nível da oferta. O acesso não coloca problemas, pelo menos a alguém de estatura normal. No que respeita à mala: 361 litros que podem chegar aos 1143 com o rebatimento dos bancos (60X40).

O interior foi trabalhado na mesma perspetiva do carro jovem, permitindo, por exemplo, escolher uma série de frisos coloridos. Não havia um Hyunday assim, tão fresco no estilo e na apresentação. E tudo impressiona mais ainda por a marca nãoter poupado nos materiais, plásticos convincentes, suaves ao toque, acabamento exemplar, tudo ao nível dos melhores, uma qualidade percebida que salta à vista.

No que respeita ao equipamento, teremos de esperar pelas escolhas, mas a oferta é completa, designadamente no que respeita a segurança e infoentretenimento. No primeiro dos capítulos: travagem autónoma de emergência com deteção de peões, detetor de ângulo morto, alerta de tráfego pela retaguarda, manutenção na faixa de rodagem, alerta de fadiga do condutor, luzes de curva estáticas e máximos automáticos. Quanto à conetividade com o smartphone, “arrumada” num ecrã tátil flutuante (entre 5” e 8”) colocado a meio do tablier, propõe várias opções e traz a novidade do Áudio Display, o que permite usar a navegação através dos sistemas Apple Car Play e Android Auto.

Pela primeira vez na Hyundai está disponível o Head-up Display, no caso através da solução mais simples, a projeção numa lâmina transparente colocada sobre o painel de instrumentos.

Arranque a gasolina

O Kauai começará por ser comercializado, entre nós, em Outubro, apenas com as motorizações a gasolina, o três cilindros 1.0 turbo de 120 cv (170 Nm de binário) e o 1.6 turbo a debitar 177 cv (265 Nm). Para ambos, uma caixa manual de seis velocidades, para o mais potente igualmente a transmissão automática de dupla embraiagem de sete velocidades desenvolvida pelo construtor. Nesta motorização estará igualmente disponível a tração integral que garante uma repartição 50×50 e conta com suspensão traseira multi-braços.

No que respeita a prestações e consumos, os dados são provisórios. Para o 1.0 estima-se uma média de 5,3 l/100 com 119 g/km de emissões de CO2. A velocidade máxima andará pelos 181 km/h e a aceleração 0-100 pelos 12 s. O 1.6 será capaz de uma média de 7,3 l/100 para 169 g/km de emissões de CO2. A velocidade máxima poderá chegar aos 205 km/h e a aceleração o-100 far-se-á em 7,9 s.

As motorizações diesel, com base no bloco 1.6 e potências de 115 cv e 136 cv ficam prometidas para junho.

Ainda não existe qualquer estimativa de preços.

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