Com modelos no seu historial como o RX-7 e o RX-8, a Mazda tem vindo a ser questionada de forma constante quanto ao lançamento de um eventual novo desportivo na mesma linhagem. Não havendo ainda dados muito concretos quanto ao seu lançamento e à sua conceção técnica, vão sendo apresentados indícios de que um eventual RX-9 poderá estar mesmo em fase de desenvolvimento.

Um dos mais claros é o da existência de uma equipa dedicada de engenheiros para o aprimoramento desta tecnologia na própria sede da marca, em Hiroxima, no Japão. A Mazda reconhece que os motores Wankel, como são conhecidos, têm como principal desvantagem o consumo e o nível de emissões poluentes, pelo que o seu grande objetivo corrente é baixar esses dois valores.

Sempre colocando ‘água na fervura’ de que essa equipa não está a trabalhar na tecnologia Wankel para um modelo em particular, sabe-se que a Mazda está empenhada em retomar esta tipologia pela qual é bastante conhecida. Uma das possibilidades para a redução de emissões e consumos passaria pela adoção de sistemas híbridos (completos ou micro), mas o diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Mazda, Kiyoshi Fujiwara, revelou ao site britânico Auto Express que tem por objetivo para este novo motor bastante eficiente sem ter de recorrer a tecnologia elétrica para assistir a unidade térmica.

Ainda que mantenha todas as características dos motores rotativos, esta nova geração que está a ser trabalhada pela Mazda pretende trazer consigo novos parâmetros de eficiência, com Fujiwara a mostrar a sua preferência pelo seu lançamento em modo puramente ‘tradicional’, ou seja, sem recurso à eletrificação.

“Todos os nossos outros motores de combustão interna irão ter alguma forma de eletrificação em determinado ponto – micro-híbrido ou com sistema de 48 Volts. Sim, essa tecnologia também pode ser aplicada aos motores rotativos no futuro”, é citado aquele responsável na publicação britânica, embora salvaguardando a sua preferência por um lançamento convencional.

“Penso que gostaria de lançar o novo motor rotativo sem eletrificação porque penso que é isso que os adeptos destes motores irão querer”, acrescentou.