Pão já não há, mas o Kia está Picanto

Pedro Junceiro
Pedro Junceiro
Editor Conteúdos

Não é comum escolher-se um local militar histórico para apresentar um novo modelo, mas foi exatamente isso que a Kia fez ao situar o evento nacional de apresentação do seu novo Picanto, destinado ao segmento dos citadinos, nos antigos edifícios da Manutenção Militar, na zona oriental de Lisboa.

Para os mais desconhecedores, estes edifícios representaram um importante papel na história militar nacional, sendo aqui que se produziram muitos dos alimentos para os soldados portugueses ao longo de mais de um século. Assim se percebe que no seu interior esteja igualmente um espaço – agora cristalizado no tempo – em que era fabricado pão em quantidade imensa para alimentar o exército.

Contudo, não foi do pão que se tratou a ‘visita’ do Motor24 ao Museu da Manutenção Militar, mas sim de um Picanto muito interessante capaz de deixar um ‘gosto’ muito positivo a quem o experimentou. As linhas não diferem daquilo que é a o padrão dos modelos da marca, com a frente a ser dominada pela grelha ‘Tiger Nose’, embora tudo agora esteja mais horizontal. Um bom exemplo disso está na traseira, onde o óculo posterior está agora em linha com os farolins.

De igual forma, mesmo sendo um modelo totalmente novo (com nova plataforma ‘K’), o comprimento não se alterou (3.595 mm), embora a distância entre eixos tenha aumentado ligeiramente em 15 mm (para 2.400 mm), o que os engenheiros aproveitaram para o interior, que está agora mais espaçoso. As rodas estão situadas bem nas extremidades da carroçaria, estando a frente mais curta,

No interior, a marca trabalhou o desenho, que está mais evoluído, com destaque para o ecrã tátil na parte superior da consola central, havendo uma elevada quantidade de plásticos, que aparentam robustez de construção. Para melhorar o espaço para as pernas do condutor e passageiro, o tablier está mais curto em baixo, assim libertando espaço na zona inferior. Ponto importante é o aumento das dimensões da bagageira, que é agora de 255 litros, um crescimento de 25% face à geração anterior.

A gama de motores tem duas opções na fase de lançamento, ambas atmosféricas enquanto não chega o 1.0 T-GDI de 100 CV. Para já, contudo, a escolha faz-se entre o motor 1.0 de 67 CV de potência e o 1.2 de 84 CV. Testado o primeiro, fica a noção de um motor ‘honesto’, competente e muito adaptado ao ritmo urbano, mesmo que não se escuse a rodar de forma mais desafogada fora da cidade, até porque o baixo peso deste modelo (902 kg) ajuda. Aliás, é também uma característica que lhe permite ter um comportamento muito seguro, ainda que se destaque, acima de tudo, pela boa filtragem das irregularidades do piso. No empedrado de Lisboa mostrou bons apontamentos neste capítulo.

Em termos de equipamento, o Picanto sobressai, desde logo, pelas 11 cores disponíveis, mas também por oferecer na versão base (LX) elementos como o ar condicionado (manual), banco do condutor ajustável em altura, computador de bordo, ligações USB e AUX, comandos do rádio no volante, Bluetooth, vidros elétricos à frente. A variante EX acrescenta vidros elétricos atrás, volante e alavanca de velocidades em pele, retrovisores com regulação elétrica, faróis de nevoeiro, jantes de liga leve de 15” e vidros tintados.

Novidade é também o nível GT Line, que chega mais tarde em 2017 e que propõe um visual de Picanto ‘espevitado’ com pedais em alumínio, grelha dianteira prateada, jantes de 16″, frisos exteriores cromados, projetores bi-funcionais para iluminação, luzes LED à frente e atrás, vidros traseiros escurecidos, dupla ponteira de escape, para-choques desportivo e saias desportivas.

Quanto a preços, a Kia coloca o Picanto num nível muito competitivo face à concorrência: a versão de entrada 1.0 de 67 CV e caixa manual de cinco velocidades tem um custo de 12.220 euros no nível LX e de 12.920 euros no EX, a que se juntam a versão 1.2 de 84 CV e caixa manual de cinco velocidades por 14.670 euros, esta associada ao nível GT-Line.

Ambas as variantes estão ainda disponíveis com uma caixa automática por encomenda, sendo o seu custo de entrada de 14.370 euros para o 1.0 EX. Contudo, mantendo um princípio da marca para o lançamento de novos modelos, a Kia propõe um desconto de 1.400 euros para toda a gama. Isto torna o novo Picanto ainda mais interessante, já que os preços têm partida nos 10.820 euros do 1.0 EX CM5, enquanto o 1.2 GT-Line CM5 tem um custo de 13.270 euros.

Bons motivos para sair do Museu da Manutenção Militar com a certeza de que o Picanto chegou para fazer furor entre os citadinos. Dentro em breve poderá ler o nosso ensaio com maior detalhe a um dos novos modelos da Kia, onde daremos a conhecer o veredicto deste modelo tão importante para a compahia e para o qual a fasquia de vendas no primeiro ano está nos 500 exemplares.

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