Rolls-Royce pioneira na condução autónoma…com os chauffeurs

Quem o diz é o próprio CEO, afirmando que ela já existe para os clientes da marca que utilizam os seus chauffeurs… Além disso, um Rolls-Royce híbrido não vai existir, mas um modelo 100% elétrico está nos planos.

  • Condução autónoma já existe porque “muitos clientes têm chauffers”
  • Não vai haver um Rolls-Royce híbrido pois isso seria um “compromisso”
  • A marca não nega um futuro modelo 100% elétrico

Quem poderia dizer que afinal a Rolls-Royce é a pioneira da condução autónoma? Aparentemente, o próprio CEO da marca, Torsten Muller-Otvos, que afirma que para os clientes da marca os sistemas de piloto automático já são uma realidade graças aos chauffeurs. Esta tecnologia foi antevista no emblema britânico com o Concept Vision Next 100, que assinalou o centenário do Grupo BMW, e segundo o responsável máximo da ‘Rolls’, no futuro ela “vai chegar” aos modelos de produção.

No entanto, não deixa de ser curiosa a forma como o CEO aborda a questão da condução autónoma na marca, considerando que a Rolls-Royce é a pioneira nesta campo graças aos chauffeurs. “Para os nossos clientes não é um requisito, porque muitos têm chauffeurs. Por essa razão ela [a condução autónoma] já existe. Ainda não tive um único cliente que me perguntasse ‘Torsten, quando é que um Rolls-Royce autónomo vai chegar? ”.

HÍBRIDOS FORA DE QUESTÃO

O CEO da Rolls-Royce, Torsten Muller-Otvos, posou na companhia do Concept Vision Next 100

Uma coisa ficou certa nas afirmações proferidas pelo CEO da marca à Autocar durante o Festival de Goodwood: híbridos não entram na fábrica da Rolls-Royce. Presente neste evento para dar a conhecer o novo Dawn Black Bagde, o líder da marca aproveitou para oferecer uma antevisão ao futuro, e Otvos refuta a possibilidade dos híbridos pelo compromisso que eles significam para os seus clientes. No entanto, não coloca de parte a possibilidade de um modelo 100% elétrico quando a tecnologia atingir a maturidade.

Esta era uma tecnologia que o Concept Vision 100 também antevia, e segundo o responsável máximo este é “o sistema de propulsão do futuro, sem dúvida. Vai chegar uma altura, ninguém pode prever quando, em que não vão existir motores de combustão. Vai ser daqui a muito, muito tempo, mas vai acontecer”.

Um ‘Spirit of Ecstasy’ ligado à tomada será 100% elétrico, pois a marca exclui opções intermédias como os híbridos

Quando a Rolls-Royce avançar para a eletrificação, será a 100%. Não vai existir um Rolls-Royce híbrido porque a marca não é “de maneira alguma, um líder no que se refere a tecnologias revolucionárias. Os nossos clientes fazem-no pelo máximo do luxo, portanto não pode haver imperfeições”. Por isso Torsten Muller-Otvos afirma que “compromissos no que tem a ver com tecnologia, modo de operar ou produtos são inaceitáveis. As pessoas estão mais interessadas num produto altamente fiável do que num campo de testes para novas tecnologias”.

Para que não restem dúvidas, o CEO da Rolls-Royce afirma que “a eletrificação é o caminho a seguir, não há patamares intermédios como a hibridização”. Portanto, quando vir um modelo com o Spirit of Ecstasy ligado à corrente, pode ter a certeza que não se trata de um Rolls-Royce híbrido, mas sim de um modelo 100% elétrico.

Foto de capa: HR Owens