A grande vantagem dos motores elétricos face aos motores de combustão é o binário máximo instantâneo, disponível logo que o carro começa a acelerar. É graças a isso que a Tesla estabeleceu um novo recorde de aceleração, num teste realizado pela revista americana Motor Trend.

O Tesla P100D, a evolução mais recente da berlina executiva Model S, recebeu baterias mais eficientes na extração de potência (agora debita 680 cv), e já tinha anunciado um tempo de 2,5 segundos para atingir as 60 milhas por hora (97 km/h, o valor usado nos países com medidas imperiais).

Agora, o carro americano bateu o seu próprio tempo. No teste realizado pela Motor Trend, o Tesla estabeleceu um novo recorde ao passar as barreiras das 30, 40, 50 e 60 milhas por hora (48, 64, 80 e 97 km/h), batendo este em 2,2755 segundos. Na prática, isto deve ficar nos 2,4 segundos nos 100 km/h.

Este valor é suficiente para bater os supercarros híbridos LaFerrari, Porsche 918 e McLaren P1. É apenas quando continua a acelerar que o peso extra e a falta de potência em alta rotação que o Tesla começa a perder. A partir dos 110 km/h, os super-desportivos vão começar a ganhar terreno. Mas num confronto direto, nessa altura os donos destes carros terão desistido, embaraçados.

Um detalhe interessante, o LaFerrari tem um arranque mais violento que o Tesla, o Porsche é comparável, e o McLaren tem um arranque mais confortável, comparável ao de um automóvel familiar.

M. Francis Portela