24 Horas de Le Mans: Será desta, Toyota?

Não há adepto que não terá ficado sensibilizado e triste pelo que aconteceu o ano passado à Toyota. Mesmo um adepto indefectível da Porsche. Por isso, este ano, também alicerçados pelo que já sucedeu até aqui no WEC e nos treinos livres e qualificação destas 24 Horas de Le Mans, não pode deixar de pensar, desta é que é. Mas será mesmo?

Sem querermos ser agoirentos convém lembrar que por várias ocasiões a Toyota esteve muito perto de se tornar no segundo construtor japonês a vencer as 24 Horas de Le ;Mans – depois da Mazda – e em vez disso colecionou uma série de fracassos.

O primeiro episódio aconteceu em 1994, quando através da equipa SARD estava a caminho de uma vitória pelas mãos de Eddie Irvine, Mauro Martini e Jeff Krosnoff quando uma ligação da caixa de velocidades cedeu a 90 minutos da bandeira de xadrez. Krosnoff conseguiu fazer uma reparação de fortuna para regressar às boxes mas a equipa apenas conseguir terminar em segundo atrás do vencedor, o Porsche 962 LM da Dauer,

Já o primeiro fracasso com o GT One desenvolvido na mesma fábrica de Colónia onde é feito o atual TS050 Hybrid surgiu em 1998, quando Thierry Boutsen, Ralf Kelleners e Geoff Lees ficaram a 80 minutos de uma provável vitória quando a caixa de velocidades do protótipo japonês cedeu. Aparentemente isso ficou a dever-se a uma má montagem a quando da instalação da segunda transmissão no decorrer da prova. Um ano volvido e novo revés, e novamente mais perto do final, a apenas 15 minutos da bandeira de xadrez, quando Ukyo Katayama – que dividia o protótipo com Toshio Suzuki e Keichi Tschya – viu um pneu explodir, vindo a terminar em segundo atrás do BMW V12 LMR que veio a ganhar essa edição.

Seriam precisos 15 anos para a Toyota estar frente a frente com a vitória e deixá-la fugir de novo. Kazuki Nakajima estava à frente quando um problema num sensor (derreteu-se) impediu o japonês e os seus companheiros de equipa – Alex Wurz e Stéphane Sarrazin – de vencer, deixando caminho livre para mais um triunfo da Audi. Depois dá-se aquele episódio de 2016, quando Kakajima volta a ser o protagonista de novo desaire, ficando parado em plena reta da meta a seis minutos do fim, depois de se ter rompido uma ligação entre o turbo e o intercooler do TS050 Hybrid que o japonês dividia com Sebastien Buemi e Anthony Davidson.