Dakar: Uma nova era nos camiões?

Terá a vitória de Gerard De Rooy em janeiro de 2016 sido um acaso? Ou poderemos estar a caminho de uma nova era no Dakar, depois de a Kamaz ter vencido 12 das últimas 16 edições da prova?

A qualidade do piloto e da marca não estão em causa, já que esse triunfo foi o segundo da dupla italo-holandesa, confirmando a exibição de 2012.

Em nova participação, De Rooy repetirá a companhia de Federico Villagra e Ton van Genugten nos outros camiões da Iveco, sabendo que os rivais da Kamaz continuam a ser a grande ameaça, não só pelo segundo lugar obtido por Ayrat Mardeev (outro antigo vencedor, em conjunto com Eduard Nikolaev), mas também porque estreiam uma viatura nova, pretendendo com ela somar a 14ª vitória no Dakar.

O outro piloto da equipa, Dimitri Sotnikov, também quererá intrometer-se numa luta em que a Veka-Man tem uma palavra a dizer, depois de recrutar Hans Stacey, o vencedor de 2007 da categoria. Ao seu lado estará Pieter Versluis, que conta com três resultados dentro do top 10. Num plano secundário, mas com ambições de espreitar o lugar mais alto pódio, estarão os camiões da Tatra, que espera regressar aos tempos áureos do passado, com a equipa a apostar em dois pilotos checos – Ales Loprais e Martin Kolomy – com créditos comprovados para atingir a glória no desafio sul-americano.

Igualmente envolvido na decisão estará Martin Van den Brink, a grande esperança da Renault Sherpa. No plano nacional, José Martins, que se estreou em 2015, repete a presença no Dakar, mas agora ao lado de Thomas Robineau e Dave Berghams, trocando a Renault pela Iveco. Após um ano de ausência, Armando Loureiro regressa com Georges Ginesta e Christophe Allot, num MAN.

André Bettencourt Rodrigues/Autosport