Ensaio: BMW 430I Gran Coupé

Esta Série 4 Gran Coupé da BMW é uma excelente maneira de ter o melhor de dois mundos. A estética de um coupé, o espaço de um quarto portas e ainda a dinâmica e performance quanto baste…

Há uns tempos perguntei a um amigo que também gosta de carros, se tivesse dinheiro para isso, mas sem ser algo irreal, qual era o carro que escolhia. Pensou um pouco, percorreu as marcas, depressa se fixou na BMW. Depois, Série 3, humm… já está muito visto. Série 5? “Fora de alcance!” Série 4 é que era. E qual? Isso é fácil, “o Gran Coupé, é lindo”. Motorização? Diesel não, continuo apologista da gasolina. Ok, 184 cv chegam ou preferes os 326 cv do 440i? Não há nada pelo meio? Há sim senhor, 252 cv do 430i. É mesmo isso.

O BMW Série 4 Gran Coupe não é simplesmente uma versão mais cara e com mais estilo que Série 3 hatchback. É bastante mais do que isso. É um automóvel lindíssimo, muito agradável de conduzir, não é enorme, mas também não é pequeno. Não é um desportivo, mas deseja sê-lo, e este motor ‘escolhido’, um 2.0 a gasolina com 252 cv e caixa automática combina na perfeição com o chassis, já que o carro tem um equilíbrio fantástico, sendo agradável de conduzir até em estradas bem sinuosas.

De resto, tem imenso estilo, por dentro e por fora, e vem super bem equipado. Se nos modos de condução mais ‘kitados’ não ligamos tanto à firmeza da suspensão, já em comfort, pareceu demasiado macia em velocidades mais altas, dando uma certa sensação de ‘navegação’. Voltando à estética, gostos não se discutem, mas é difícil não apreciar este carro. Mesmo sendo um coupé, a acessibilidade é boa, nada a dizer da habitabilidade e muito menos do porta-bagagens.

Qualidade interior

Segunda crítica, o volante é grosso demais, de resto a posição de condução é ótima e no que realmente interessa, a facilidade e o prazer de condução, são excelentes neste carro. Mesmo em curvas de grande apoio, todo o conjunto permanece bem agarrado à estrada e não se sente grande adornamento da carroçaria, aliás praticamente nenhum, é impressionante. É preciso provocá-lo bem mais do que o normal para que o controlo de tração atinga os seus limites. O peso do volante em modo Sport Plus é que me pareceu exagerado, por isso se calhar é melhor deixar esse modo para ‘pros’ e ficar-se pelo Sport, ou mesmo o Comfort, porque dessa forma sentimos bem melhor o volante e a estrada.

A suspensão adaptativa é bem fi rme no Sport Plus, e semelhante nos Sport e Comfort, notando-se diferenças na forma de curvar. Para o peso deste carro diria que esta potência, 252 cv, é a ideal, pois só ‘pilotos’ bem mais experimentados podem tirar me lhor partido da variante acima, 326 cv. A caixa é suave e rápida, mas dá sinal de si, percebem-se bem as ‘trocas’. O consumo é que dificilmente se queda abaixo dos 8 l/100 km. De resto, está bem equipado em termos de segurança. Com o aviso de mudança de faixa, trava autonomamente se necessário e avisa potencial colisão.

Preço (base)  50 908 €

Ficha Técnica
Motor: 4 cil linha, Gasolina, 1998 cc0; Injeção direta, Turbo, Intercooler, Potência 252 cv/ 5200 rpm; Binário 350 Nm/1450-4800 rpm; Transmisão Traseira, Cx. Automática, 8 vel.; Vel. Máxima 250 km/h; Aceleração 0-100 km/h 5,9s; Consumo médio 5,5 l/100 km; Consumo (AutoSport) 7,1 l/100/Km; Emissões 129g CO2/km; Peso: 1615 Kg; Depósito: 60 litros; Mala: 480-1300 litros; Suspensão Tipo McPherson (fte), Eixo de torção (atrás); travões: DV/D

José Luis Abreu/Autosport

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