Estudantes controlam Tesla com o poder da mente

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Num futuro que está mais próximo do que imaginamos, o automóvel autónomo vai tornar o condutor individual obsoleto. Mas existe uma maneira do condutor retomar o controlo do carro, recorrendo a um superpoder: telepatia. Não, não se trata de ficção científica, é sim o projeto Teslapathic, que surgiu de ideia de um grupo de estudantes da Universidade de Berkeley, na California, como parte do evento Cal Hacks.

Neste caso, mais do que controlar o carro, a ideia era mostrar como os humanos poderão trabalhar em conjunto com as máquinas ou unir-se a uma inteligência articial. Os membros do grupo Teslapathic tiveram como objetivo controlar os movimentos de um automóvel Tesla, e conseguiram.

Para controlar o Tesla com a força da mente, são precisos alguns ingrediantes adicionais. Neste caso, um eletroencéfalograma analisa se o utilizar está a pensar “avança” ou “pára”, enviando a informação por sinal analógico via rádio-controlo, que controlam a força dos pedais e o movimento do volante.

São necessários três sistemas de controlo, um OpenBCI (interface eletrónico entre cérebro e computador, com código open source, ou seja, que pode ser usado ou modificado por qualquer pessoa, que neste caso aprende sozinho a reconhecer ordens do cérebro), um conversor analógico (rádio para modelos telecomandados da Futaba, ligado a uma máquina open source Arduino, que transforma o sinal de rádio na ação requerida pelo utilizador, trabalhando em conjunto com um giroscópio) e hardware de controlo (atuadores ligados aos pedais e um motor de limpa-para-brisas ligado a um potenciómetro para mexer o volante).

Desta forma, o comando lido como “avança” faz o carro mover-se, o comando lido como “pára” interrompe o movimento do carro, e o próprio movimento do giroscópio faz o sistema que controla o carro reconhecer mudanças de direção. De acordo com os criadores do Teslapathic, o mais difícil foi fazer o programa do interface eletrónico reconhecer o significado de “avança” e “pára”. O que torna ainda mais fantástico terem conseguido fazê-lo em apenas 36 horas.

Paulo Manuel Costa/AutoSport