F1: A curta e trágica carreira de Riccardo Paletti

Riccardo Paletti foi um dos mais efémeros pilotos de F1. Falecido na partida para o Grande Prémio do Canadá, duas semanas depois do acidente de Gilles Villeneuve em Zolder, em 1982, o seu nome apenas é recordado pelos mais aficionados

Nesse ano, participou em oito provas de F1 – em cinco delas, não passou sequer das qualificações. Estreou-se em Imola, durante o Grande Prémio de San Marino, que ficou famoso pelo braço-de-ferro entre a FOCA e a FISA e que, por isso, apenas teve sete equipas à partida. Na prova, Paletti acabou por desistir com um problema de suspensão.

Acidente mortal com Pironi

A primeira vez que passou a sério das sessões de treinos, foi nos Estados Unidos mas, até mesmo aí, teve azar: bateu forte na warm up antes da corrida e não alinhou na largada. Depois, veio a corrida do Canadá – e Paletti entrou tragicamente para a História da F1. Largando do final da extensa grelha de partida, o piloto não se apercebeu a tempo do Ferrari de Didier Pironi, que tinha a pole position, imobilizado, embatendo nele a mais de 180 km/h. Com as pernas destroçadas e feridas profundas em todo o tórax, o piloto foi extraído com dificuldade dos destroços do seu Osella e transportado ao hospital local. Não resistiu aos ferimentos sofridos, morrendo horas depois.

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Amargamente, à sua cabeceira estava a sua mãe, que tinha viajado para celebrar, com ele, o seu 24º aniversário, dois dias mais tarde. Riccardo Paletti nunca passou de um piloto mediano, mesmo nas categorias de promoção. Iniciou-se com 19 anos, na Fórmula Ford e passou pela F3, estreando-se, após 15 corridas, na F2. Já nessa altura, tinha o firme apoio da Pioneer, de que seu pai era um dos representantes em Itália. E foi com a Pioneer que conseguiu chegar à F1, em 1982.

No ano anterior, Paletti tinha estado na Onyx, uma das melhores equipas de F2 de então. Começou com um 2º lugar em Silverstone mas, até ao fim da temporada, não conseguiu mais nenhuma classificação. Tímido e pouco falador, Paletti era um dos poucos pilotos de monolugares a usar óculos, por causa da sua miopia.

José Luis Abreu