FIA confirma que Mercedes pode manter níveis altos de óleo como combustível

A polémica que tem rodeado a utilização de óleo do motor como combustível na F1 conheceu mais um capítulo, com a FIA a confirmar que a Mercedes vai poder utilizar a sua última versão de motor com utilização de níveis altos de óleo como combustível, estreada no Grande Prémio da Bélgica.

Com o novo limite de 0,9 litros por cada 100 km a chegar na prova de Itália, a marca alemã trouxe a sua última unidade de potência de 2017 para Spa-Francorchamps, pensando já na diretiva da FIA emitida em julho, segundo a qual os motores introduzidos antes de Monza poderiam chegar a um nível de óleo utilizado como carburante até 1,2 litros por cada centena de quilómetros.

No entanto, depois houve alguma confusão sobre se alteração dos limites para se perceber se tais limites se aplicavam às unidades de potência das equipas cliente, Se fosse essa a situação então a Mercedes teria de manter-se com o limite de 0,9 litros quando os seus clientes passassem a utilizar a última versão do seu motor.

Mas antes do Grande Prémio de Itália a FIA confirmou que a Mercedes apenas tem de respeitar o limite de 1,2 litros, que é o ditado pela última diretiva técnica, pois o motor já foi utilizado. Este esclarecimento significa que quando os clientes da marca introduzirem as suas últimas unidades de potência terão de se reger pelo limite de 0,9 litros por cada 100 km.

Um porta-voz da FIA esclareceu: “Se um (elemento) do motor for introduzido depois do fim de semana de Monza, o seu nível de consumo de óleo como combustível tem de ser abaixo de 0,9 km”.