GP da Rússia: Resposta da Mercedes?

Depois de duas vitórias da Ferrari em três corridas, o Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1 vai ser ainda mais intenso do que o esperado, pois a Mercedes começa a sentir forte pressão da Ferrari, e vai ter que responder.

Tendo em conta que o circuito de Sochi não é muito amigo das ultrapassagens – A FIA decidiu nada alterar para este ano a esse nível e ainda é bem capaz de se arrepender – a Mercedes vai dar tudo na qualificação para que ganhe aí uma vantagem que pode aproveitar na corrida. Mas se até aceitamos que a Mercedes vai voltar a assegurar a pole position – foi sempre um Mercedes a sair na frente até aqui este ano, e no Bahrein, ficaram dois na frente do melhor Ferrari, a verdade é que em corrida a Ferrari tem sido melhor, e neste contexto a Mercedes está, pela primeira vez em três anos, atrás doutra equipa no Mundial de Construtores. Portanto a luta que se espera em Sochi é forte. Mas há mais motivos de interesse para o GP da Rússia de F1.

Em primeiro lugar pista, que não é um circuito citadino, mas também não é um circuito permanente e as ultrapassagens vão ser um problema pois a pista é estreita. A corrida de 2014 foi um ‘horror’ de tão sonolenta. Agora com carros mais largos e que curvam mais depressa, vamos ver, mas antevê-se uma procissão. A este nível, não estamos bem, mas está nas mãos dos pilotos mudarem essa perceção…

Lewis Hamilton está sete pontos atrás de Vettel no Mundial de Pilotos e vai tentar responder. Não que a margem para Vettel seja significativa, mas se for a Ferrari novamente a vencer, então o paradigma da F1 mudou mesmo. Por isso vai haver forte reação da Mercedes na Rússia. Se conseguir…

Quanto à Red Bull está para já em terra de ninguém. Max Verstappen ainda só tem um pódio, na China, e Daniel Ricciardo nem isso. Mas foi o holandês o único até aqui a intrometer-se nos pódios Ferrari/Mercedes. Curiosamente, também Kimi Raikkonen ainda não meteu os pés no pódio este ano, e por isso já começaram as críticas.

O segundo pelotão é que está muito bem e recomenda-se. Até aqui a única equipa que conseguiu intrometer-se nos seis primeiros foi a Williams, duas vezes. E com Williams, leia-se, Felipe Massa. Mas tal como já tínhamos antevisto, o facto de Lance Stroll precisar de tempo até obter resultados (está a ter muito azar, pois têm-no feito de ‘alvo’) permite que a Force India seja a melhor equipa, a seguir à Red Bull, ainda que só com um ponto a mais, apesar de ter dois pilotos a assegurar pontos. A Toro Rosso não anda longe, tem um bom carro e dois pilotos que têm categoria para estar a lutar mais à frente. A Haas também tem conseguido pontos, duas vezes no top 10 em três corridas e a Renault também já pontuou. Está rápida em qualificação mas não tanto em corrida…

Por fim, resta falar da McLaren-Honda e de Fernando Alonso, que já está a pensar mais nas 500 Milhas de Indianápolis e depois duma semana nos EUA a aprender as Indy 500, volta este fim de semana para a sua triste realidade, a F1.

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José Luis Abreu/Autosport