Manor: mais uma equipa de Fórmula 1 que vai ‘à vida’?

F1, Pascal Wehrlein, Manor Racing ; F1, Pascal Wehrlein, Manor Racing;

Há cerca de um mês surgiu a informação que a Manor não estava preocupada com os pilotos para 2017. A equipa inglesa é uma das que ainda não tem clarificada a sua situação quanto aos pilotos, mas há uma boa razão para isso pois o impacto dos dois pontos conseguidos por Felipe Nasr e a Sauber em Interlagos foi grande e ‘custou’ à equipa cerca de 10 milhões de euros.

Já em Abu Dhabi, o dono da Manor, Stephen Fitzpatrick revelou que a equipa estava à venda e agora soube-se que: “Já chegámos a acordo com um investidor e ainda estamos a trabalhar nesse ‘negócio’. Por isso neste momento não posso tecer mais comentários”, referiu Fiztpatrick, que não revelou o nome do investidor ou se a Manor irá ser vendida na totalidade ou apenas em parte. Entretanto, surgiram rumores que Tavo Hellmund, um empresário mexicano-americano poderá estar em vias de ser o comprador. Este novo investidor da Manor pode estar ligado à Jagonya Ayam, a sucursal indonésia do gigante da ‘fast food’, KFC, forte patrocinador na Formula 3 e e GP2. Portanto pode estar aqui a salvação da Manor, pois caso a venda não avance o mais provável é a equipa acabar. O dinheiro da Mercedes vai terminar, os dez milhões de euros foram-se, e agora resta aguardar…

Mercedes não chegou

O motor Mercedes foi uma enorme vantagem para a pequena equipa britânica em 2016, cuja estrutura, à imagem da Sauber, também sofreu enormes alterações nos últimos anos. Com uma dupla de pilotos totalmente renovada, assente numa primeira fase no jovem Pascal Wehrlein (piloto da Mercedes Junior Team) e em Rio Haryanto, até este ser substituído em agosto por Esteban Ocon, quando o governo local deixou de querer pagar as contas do indonésio.

No cômputo geral, pode dizer-se que a Manor teve um ano positivo face à sua dimensão, e que este só não foi melhor porque se deixou ultrapassar pela Sauber na parte final da época, na ‘lotaria’ do GP de Brasil. O saldo final, com um ponto conquistado à custa do 10º lugar de Wehrlein no GP da Áustria, permitiu que o trágico acidente no GP do Japão de 2014, que viria a provocar a morte de Jules Bianchi, ficasse mais ‘camuflado’ na memória, até porque o francês tinha, até aqui, sido o único a levar a Manor aos pontos.

Não bastou foi para impedir que Esteban Ocon fosse escolhido pela Force India como substituto de Nico Hülkenberg na operação de Silverstone – o francês a fazer quatro meses de grande nível para subir mais um degrau no que até aqui tem sido uma carreira verdadeiramente meteórica na Fórmula 1.

José Luís Abreu/Autosport