Mercedes e Ferrari: ‘Jogo’ do gato e do rato na Fórmula 1

Depois do ano passado a decisão do título Mundial de F1 se ter ‘decidido’ no seio da própria equipa, esta temporada são muito poucos os que conseguem vislumbrar vantagem desta ou daquela equipa, e se na classificação do Mundial de Construtores existe uma maior diferença fruto da consistência dos pilotos da Mercedes, nos pilotos, ao cabo de 12 corridas é a Ferrari que lidera.

Por esse motivo e a começar já pelo próximo fim de semana em Monza, espera-se mais do mesmo de Spa, ficando por saber em que ordem. Na Hungria, vimos uma Ferrari totalmente dominadora, em Spa, um corrida que poderia ter ‘caído’ para qualquer um dos lados, e foi mesmo preciso um Lewis Hamilton ao melhor nível para que a Mercedes pudesse bater Sebastian Vettel e vencer a prova belga, deixando no ar a certeza de que teremos um campeonato até à última corrida.

Se este GP da Bélgica serviu como indicador da capacidade de ambas as equipas, então ‘temos’ campeonato. Tanto a Mercedes como a Ferrari chegaram a Spa com novidades, a Mercedes com uma nova evolução da sua unidade motriz e a a Ferrari um novo pacote aerodinâmico, que passava por um novo set-up de suspensão com um terceiro amortecedor, com o intuito de controlar de uma forma mais eficaz o rolamento longitudinal do seu monolugar e, desse modo, potenciar todas as superfícies aerodinâmicas.

Depois de se terem terminado os treinos livres com a ideia que a Ferrari estava um pouco melhor, Hamilton queria mesmo igualar o recorde de Schumacher e esteve ao seu melhor nível na qualificação, dando logo ali um bom passo para o triunfo que conseguiria no dia seguinte, mas não sem antes realizar das melhores corridas que já lhe vimos, com Sebastian Vettel a fazer o mesmo, e a deixar claro que ‘isto’ é o que podemos esperar até ao fim do ano, e o alemão mostra-se agora satisfeito com a evolução desde Silverstone e já diz que não vão existir mais circuitos ‘complicados’ para a Ferrari: “É positivo termos tido um ritmo de corrida muito bom. No geral, o carro esteve muito bem. Nós não mudámos muito em comparação com Silverstone, o que mostra, por um lado, que Silverstone foi apenas um fim de semana mau, mas melhorámos também o carro, especialmente em ritmo da corrida. Quero dizer, nós estávamos, em média, um segundo atrás, ou quase um segundo em Silverstone, por isso, este foi um grande passo em frente. Estou muito, muito feliz. Eu acho que estamos no caminho certo”.

Do lado da Mercedes, tem pela frente circuitos em que, historicamente não tem estado tão bem mas com estas novas carros é melhor esperar para ver, pois o que lá aconteceu, pode ter sido alvo de ‘intervenção’ por parte da equipa e só quando lá chegarmos saberemos com exatidão como podem ser as coisas. De qualquer forma, num exercício teórico, a Mercedes venceu nos três últimos anos em Monza e a Ferrari não ganha lá desde 2010, em Singapura a Mercedes venceu o ano passado mas há dois anos triunfou a Ferrari. Ultimamente, na Malásia, a Mercedes só venceu em 2014, em 2015 foi a Ferrari e o no passado foi a corrida o ‘rebentamento’ do motor do Mercedes de Hamilton, no Japão, na última década só dá Mercedes e Red Bull, com os homens de Brackley a vencerem nos últimos três anos, nos EUA, Mercedes nos três últimos anos, México, Mercedes nos dois últimos anos, Brasil, Mercedes nos últimos três anos, e Abu Dhabi a mesma coisa. Portanto, Vettel pode não temer qualquer circuito, mas vai ter que dar muito ao pedal, ainda que todos saibamos que em nenhum destes anos a Ferrari teve carro à altura da Mercedes. E este ano tem…