Sébastian Ogier: “Não tenho nada a perder”

Sébastien Ogier decidiu-se pela M-Sport para dar continuidade à sua carreira nos ralis e vai pilotar um Ford Fiesta WRC em 2017, fazendo equipa com o estónio Ott Tänak. Um desfecho que não era previsível há dois meses, mas que foi ganhando força com o passar do tempo, e agora já se fala no possível regresso da Ford aos títulos. Até tomar a decisão, o francês quis testar todos os carros disponíveis e só não guiou o C3 WRC. Da Toyota, nem os 10 milhões de euros que alegadamente lhe terão sido oferecidos, foram suficientes, e por isso, vai finalmente trabalhar com Malcolm wilson, algo que há uns meses admitiu que gostaria: “Não falta muito tempo para o início do Rali de Monte-Carlo e ainda não tivemos muito tempo ao volante do Ford Fiesta WRC, mas iremos dar o nosso melhor para estarmos preparados. Temos plena consciência dos desafios, e consigo ver o quão ‘famintos’ estão Malcolm Wilson e a sua equipa pelo sucesso. É curioso pensar que há apenas alguns meses estava sentado num fórum do desporto motorizado no Rali da Grã-Bretanha revelando como seria bom trabalhar com ele algum dia. Não tinha qualquer ideia nesse momento que esse dia ia chegar tão cedo, mas aqui estamos!”, disse o tetracampeão, que terá novamente a companhia de Julien Ingrassia no lugar de navegador. “Estou desejoso de começar a fazer ralis com a M-Sport, e estamos certamente a apontar para um regresso ao lugar mais alto do pódio!”

Ogier é assim a peça que faltava na nova M-Sport, que pela primeira vez desde que perdeu o apoio da Ford, no final e 2012, conta novamente com dois pilotos de topo: “Alcancei muito nestes últimos anos, e sinto que estou numa posição em que não tenho nada a perder. Nada a provar. Vou dar o meu melhor e será certamente um grande desafio tentar levar novamente esta equipa aos sucessos depois de tantos anos de luta” disse Ogier, que participou pela primeira vez numa prova do WRC, em 2008, no México: “Passou depressa. Olhamos sempre para a frente, mas por vezes vale a pena olhar para trás e ver o que fizemos. Nove temporadas no WRC passaram a voar, mas a verdade é que alcancei muito mais do que pensava ser possível há dez anos. O meu sonho era chegar ao WRC e ser Campeão, e conseguimo-lo, até mais, pois fomos Campeões quatro vezes. Portanto tem sido uma fantástica aventura, e ainda não terminou. Vamos ver o que nos traz o futuro…”

José Luis Abreu/AutoSport