Teste correu bem, mas a McLaren nem sabe porquê

A McLaren-Honda teve um dia anormalmente calmo no segundo dia de testes do Bahrein. Eric Boullier, chefe da equipa, assumiu que não sabe o porquê desse dia calmo da sua equipa, provavelmente o primeiro desde que começaram os testes em fevereiro último.

No primeiro dia de testes, Oliver Turvey apenas conseguiu fazer 17 voltas em nove horas de sessão, devido a problemas na ‘unidade de potência’ da Honda. Mas no dia seguinte, Stoffel Vandoorne conseguiu fazer 81 voltas e terminou o dia em quarto, apesar dos mais de 0.8s de diferença para o Mercedes. No entanto, essa foi a menor diferença existente entre as duas equipas este ano. Mas em vez de ver o dia como um avanço, não só Eric Boullier como os responsáveis da Honda, pura e simplesmente não têm qualquer ideia do que fizeram bem, para que tivessem um dia sem quaisquer problema. Ou seja, andam completamente perdidos:

“É muito difícil perceber o que aconteceu. Trocámos a MGU-H quatro vezes e na terça-feira de manhã fizemos duas voltas e o sistema avariou. Mudámos o motor, fizemos 17 voltas e tivemos um pequeno alerta mas não encontramos nada de fisicamente errado no monolugar, e a partir dessa altura, tudo funcionou perfeitamente, sem quaisquer problemas”, explicou o chefe da McLaren: “Acho que vai ser complicado para a Honda entender o que está errado, talvez possam ser diversos problemas que se manifestam umas vezes e outras não e isso impede de determinar uma causa para cada tipo de problema. Eu não acredito que seja um problema de construção do monolugar, mas a verdade é que não conseguimos encontrar o que está errado… Podemos fazer duas voltas ou podemos fazer dois dias a rodar. Quarta-feira foi um dia menos quente. Talvez esses cinco ou seis graus tenham sido o suficiente, mas eu não sei. É um pouco estranho”, terminou Boullier.

Como se percebe, a equipa (a McLaren-Honda no seu conjunto, está claro) anda completamente perdida, quando ‘tapam’ de um lado ‘destapam’ doutro, e de vez em quando o ‘cobertor’ tapa tudo sem que a equipa perceba porquê. Portanto, como se percebe, a solução é para lá de complicada, quase dá vontade de dizer que “não há ponta por onde se pegue…”

Rodrigo Fernandes/Autosport

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