Ensaio Toyota Hilux 2.4 D-4D

Ninguém tenha dúvidas de que no caso da Toyota a idade tem sido sempre sinónimo de qualidade e desenvolvimento, ou seja a marca nipónica segue à risca a máxima de que em equipa que ganha não se mexe.

Pelo menos não se mexe muito, como é o caso da Hilux Tracker que continua a ser uma referência entre o que denominamos de pick-up, ou de carro para todo o serviço. Uma nova plataforma e motor é mais larga que a sua irmã anterior, tem melhor equipamento e um desenho exterior e interior completamente novo, mas com traços que nos são familiares da Toyota Hilux.

A robustez foi uma das apostas desta nova geração e por isso a nova Hilux tem agora uma proteção interior do motor três vezes mais forte, o chassis foi reforçado com aços de alto limite elástico e a suspensão foi suavizada, não deixando de o eixo traseiro ser rígido com molas de lâminas.

Tudo isto foi feito com o objetivo de melhorar o conforto e o controlo dos movimentos da carroçaria. O curso das suspensões passa a 52 cm, e tem para além das quatro rodas motrizes, capacidade de rebocar até 3,5 toneladas. A caixa manual de seis velocidades tem uma primeira demasiado curta, mas o resto da caixa está bem escalonada, com uma sexta longa para ajudar na economia de gasóleo.

O sistema de tração integral conta com as conhecidas redutoras e permite andar em 4×2, 4×4 e 4×4 ‘altas’. Para tal basta, até 80 km/h, rodar um manípulo e passar de duas rodas para quatro rodas motrizes. Já em termos de motorização testamos o novo motor 2.4 D-4D, com uma melhoria de 12 por cento de economia de combustível, num bloco com 150 cv às 3.400 rpm.

Em termos de equipamento, nada falta a esta nova Hilux, destacando-se o bloqueio do diferencial traseiro, de série na Hilux 4×4, o controlo de assistência em subida (HAC), controlo de tração ativo (A-TRC), que identifica perda de tração, bloqueia a roda que a perdeu e envia binário para as restantes, funcionando como se se tratasse de um diferencial autoblocante. Esteticamente, a nova Hilux é bem refinada e no interior, nada falta. Os bancos são novos, é enorme o ecrã TFT tátil a cores, o volante é ajustável, tem câmara de visão traseira de série nas versões de lazer, os bancos são confortáveis, quase nos esquecemos que estamos ao volante de uma pick-up.

A direção desta nova Hilux é bem precisa e, no asfalto das cidades, se abusarmos imediatamente faz-nos perceber que estamos perante um veiculo para todo o serviço, com a frente a escorregar, a carroçaria a adornar e a roda traseira interior a levantar ligeiramente do chão, ou não estivéssemos perante um carro concebido para andar fora de estrada onde revela todo o seu ADN.

Virgílio Machado/Autosport

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Características 
Motor4 cil. em linha turbodiesel, injeção direta
Cilindrada2.393 cc
Potência150 CV/3.600 rpm
Binário400 Nm/1.600-2.000 rpm
TransmissãoCaixa manual de 6 velocidades, tração traseira ou integral c/ redutoras
Vel. máxima170 km/h
0-100 KM/H12,8 seg
Consumo7,8 l/100 km
Emissões CO2204 g/km
Comp/larg/alt.5.330 / 1.855 / 1.815 (em mm)
Peso2.200 kg
Mala1.030 litros
Depósito80 litros
Suspensão dianteira/traseiraIndependente duplo triângulo/eixo rígido com molas de lâmina
Pneus série/ensaiado265/60 R18
Travões dianteiros/traseirosDiscos ventilados/tambores
Preço (ensaiado)25.000€ (base)

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