Ver ou não ver, eis a questão…108 anos de evolução dos faróis

Hoje, dizer-se que um carro vem com faróis LED e, por vezes, mais uma parafernália de nomenclatura que nos faz abanar a cabeça e nem ligar importância, é um ‘habitué’ a que nem sempre os condutores estiveram acostumados… como os nossos avós, para não os estendermos em comparações genealógicas.

Para provar como as coisas de facto mudam e, na prática, o quanto realmente mudam, a Ford fez uma experiência que revela resultados, no mínimo, curiosos. Intitula-se: “Agora vê, antes não. Como a iluminação moderna realça os perigos que no tempo dos nossos avós não era possível ver”. A marca da oval azul comparou a iluminação dos faróis desde 1908 a 2016. Um diferença de 108 anos.

As imagens abaixo foram realizadas no Heritage Centre da Ford em Dagenham, no Reino Unido. Cronologicamente temos: Ford Model T de 1908; Ford Model Y de 1932; Ford Anglia 105e de 1966 (lançado em 1959); Ford Fiesta de 1976; Ford Mondeo de 1994; e um Ford Mustang GT de 2016. Todos iluminaram a cena a aproximadamente 12 metros de distância.

Com este caso de estudo a Ford retirou as seguintes conclusões:

– Ciclista a 12 metros de distância – antigamente quase invisível para os condutores – é claramente visto com as luzes modernas;

– O mesmo cenário de condução noturna simulado com seis carros que juntos somam 108 anos;

– Os faróis evoluem de lâmpadas de gás para os modernos faróis de xénon e LED;

– Atualmente a iluminação adapta-se à velocidade e meio ambiente. Veículos podem travar automaticamente ao detectar pessoas à noite;

– No futuro cada vez mais carros passarão a usar iluminação LED que ajuda a reduzir a fadiga do condutor;

Para se perceber as gritantes diferenças, nos primórdios, os condutores do Model T – mais de 15 milhões dos quais foram vendidos de 1908 a 1927 – tinham de acender as lâmpadas de acetileno antes de iniciar a viagem. Hoje há faróis de xénon e LED e, entre outras coisas, tecnologia que pode travar automaticamente perante peões; que se adapta à velocidade e ao ambiente em seu redor; faróis que são projetados para gradualmente esbaterem a intensidade no limite do feixe de luz, ao invés de parar abruptamente, permitindo que os objetos no escuro sejam avistados claramente, em vez de aparecerem de repente à vista.

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André Duarte

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