Europeus não confiam na condução autónoma

Além de não se sentirem confortáveis a ser conduzidos pelos sistemas de piloto automático, a maioria considera que os humanos devem reter o controlo do automóvel.

Foram reveladas as conclusões de uma investigação realizada pela Goodyear, efetuada através de quatro grupos de estudo e 12000 inquéritos realizados em onze países europeus, e que demonstra que os condutores do ‘Velho Continente’ não estão prontos para ceder o controlo das suas viaturas aos sistemas de condução autónoma. Analisando diversas áreas, como segurança, comportamento e controlo, os números agora conhecidos demonstram que esta nova forma de mobilidade que está a ser progressivamente implementada ainda é olhada com desconfiança.

Conforto: Quase metade dos europeus, 44%, considera que não se sente confortável a bordo de um veículo autónomo, enquanto apenas 26% acredita que teria sensações de conforto nestes automóveis. No que se refere a partilhar as estradas com estes carros capazes de se “auto-conduzirem”, 41% não se sente confortável com a sua presença e apenas 29% diz que não encara esta situação com desconforto.

Segurança: Apesar de 43% dos automobilistas na Europa que foram inquiridos considerar que os veículos autónomos podem aumentar a segurança rodoviária, existe uma preocupação generalizada (73% das respostas) de que estas viaturas possam sofrer avarias.

Comportamento: 37% dos que responderam às questões da Goodyear acredita que estas viaturas com sistemas de piloto automático podem conduzir melhor e com maior respeito pelas regras. No entanto, 60% preocupa-se que elas não tenham o senso comum necessário para lidar com os humanos nas estradas.

Controlo: As respostas a este ponto demonstram claramente como a condução autónoma ainda é olhada com desconfiança, já que 70% acha que os humanos devem reter o controlo do automóvel e 80% que não deverá deixar de estar presente um volante.

Inovação: Neste ponto foi questionado se os europeus consideram que devem ser desenvolvidos pneus “inteligentes” capazes de analisar as condições meteorológicas e das estradas. Esta é uma evolução que recebe nota positiva, com 64% das pessoas a considerar que isso seria importante.

Ocupação do Tempo: Embora as novas formas de exploração do tempo durante as viagens seja um dos pontos mais destacados pelos fabricantes que desenvolvem estas tecnologias, neste ponto fica também demonstrada a desconfiança dos europeus em relação à condução autónoma, já que 82% dos automobilistas afirma que teria dificuldade em encontrar novas ocupações e que preferia continuar atento à estrada.