“O gesto da Ferrari deve-se à liberdade que se vive na disciplina”

Chase Carey, diretor executivo da F1, considera que o episódio de Raikkonen a convidar a criança que chorava nas bancadas durante o GP de Espanha deu bem a noção “do sentido de liberdade” que se vive na modalidade. Aconteceu na sequência da desistência do finlandês da Ferrari, quando este colidiu com o Red Bull de Max Verstappen após a primeira curva da corrida.

As câmaras de televisão ‘apanharam’ o pequeno Thomas Danel a chorar. Uma imagem que correu o mundo e o ‘paddock’ do grande prémio, levando os membros da Ferrari a convidar o pequeno ‘tifosi’ e os pais a visitarem o ‘motor-home’ da equipa e conhecer Kimi Raikkonen em pessoa, proporcionando ao pequeno Thomas o dia mais feliz da sua vida. O diretor executivo da F1 diz que tem dúvidas que no tempo do seu antecessor, Bernie Ecclestone, tal fosse possível. “Todos lemos sobre o que aconteceu. Eles tiveram o sentido de liberado que não tínhamos há um ano. Não lhes dissemos (à Ferrari) para irem buscar o míudo. Fizeram-no por iniciativa próprio. E foi um momento especial”, destacou Chase Carey.

A Liberty Media fez várias alterações no ‘paddock’ do Circuito de Barcelona-Catalunha, onde começou a fase europeia da temporada de F1, expandindo a zona da ‘Formula 1 Experience’, com competições de ‘pit-stop’ e uma voltinha num simulador de F1. “Em Barcelona também lançamos uma série de coisas novas para quase toda a gente, criando uma nova e fresca sensação que leva novas emoções que queremos transmitir aos fãs”, afirmou Carey, para quem é vital criar o entusiasmo e paixão de modo a que as pessoas se sintam ‘convidadas’ a repetir a experiência de assistir a um grande prémio ao vivo.