Como era o futuro há 100 anos?

Autores de várias formas de arte sempre se deixaram fascinar pelo futuro, demonstrando preocupação tanto com um colapso civilizacional, como imaginação em relação a utopias. O que é engraçado na representação destas imagens, é que raramente estas visões se transformam em realidade.

Passando por cima do conceito de moda, que é, para todos os efeitos, impossível de prever, há 100 anos não era possível prever o advento da electrónica, da inteligência artificial ou das comunicações em massa, mas havia uma grande preocupação com a mecanização.

Jean-Marc Côté foi um artista que pretendia lançar uma série de cartões mostrando como seria o futuro no então longínquo ano de 2000. Alguns destes cartões foram exibidos na Feira Mundial de Paris em 1900. No entanto, não foi possível publicar os cartões em massa, até que o escritor de ficção científica Isaac Asimov descobriu uma série destes cartões, e publicou-os num livro em 1986, com o título “Future Days”

A maior parte destas imagens, incluindo batalhas aéreas, veículos voadores com asas, pesca ao contrário ou um comboio para transportar quarteirões inteiros, são quase ridículas. Mas a imagem de um aparelho que parece um smartphone com câmara é bastante realista. E há ainda o ensino através de uma máquina que transmite dados directamente ao cérebro dos alunos, que não é muito diferente da internet, além da mecanização agrícola, que também não está muito longe da realidade.

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