Mercedes não larga o hidrogénio

O alargamento da rede de estações de abastecimento de hidrogénio (H2) na Alemanha continua um ritmo crescente. Após a abertura das estações em Wiesbaden e Frankfurt no mês de junho, a Daimler, a Shell e a Linde comprometeram-se agora com a abertura de mais duas estações de hidrogénio em Sindelfingen e Pforzheim.

Desta forma a região de Baden-Württemberg conta agora com nove estações de abastecimento de veículos com células de combustível, tornando este estado federal da Alemanha a região com maior quantidade de estações de abastecimento de hidrogénio. A abertura das novas estações de abastecimento é mais um passo da parceria no sentido de estabelecer uma rede de abastecimento de hidrogénio em todo o país.

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A Daimler é a construtora das duas estações de hidrogénio; a inovadora tecnologia de abastecimento de hidrogénio é fornecida pela empresa Linde. Ambas estão localizadas nas estações de serviço da Shell. As três empresas são parceiras na joint venture H2 Mobility, que trabalha na expansão da infraestrutura de hidrogénio na Alemanha. O processo de reabastecimento demora cerca de três a cinco minutos a realizar.

Para assegurar o sucesso da mobilidade através do hidrogénio é necessário o fornecimento simultâneo de uma gama atrativa de veículos com células de combustível e de uma infraestrutura de abastecimento de combustível. Atualmente, a Alemanha possui um total de 32 estações de abastecimento em funcionamento, financeiramente apoiadas pelo governo Alemão através do seu programa National Innovation Programme for Hydrogen and Fuel Cell Technology (NIP).

No seu conjunto, o governo Alemão contribuiu com 1.8 milhões de euros para a construção das duas novas estações. O plano consiste em ter 100 estações de abastecimento em funcionamento no ano de 2018. O projeto de demonstração Clean Energy Partnership (CEP) serviu de base para a expansão da infraestrutura de hidrogénio da Alemanha através do estabelecimento de normas comuns.

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Um veículo com células de combustível não emite gases poluentes nem dióxido de carbono (CO2) a nível local. Vários fabricantes já oferecem tais veículos com uma autonomia entre 500 e 700 quilómetros. Em finais deste ano, a Daimler AG irá apresentar a sua última geração de veículos baseada no Mercedes-Benz GLC.