MotoGP: Que futuro para Scott Redding?

Com a notícia de que Jack Miller vai mesmo ingressar na Pramac Racing, Scott Redding está neste momento sem equipa para continuar a sua carreira em MotoGP, onde já compete desde 2014.
E a verdade é que se tivermos em conta o atual panorama do plantel de MotoGP não existem assim tantos lugares para Redding estar em 2018. No paddock do MotoGP corre o rumor de que o britânico poderá tomar o lugar do compatriota Sam Lowes na Aprilia, piloto que tem demonstrado grandes dificuldades de adaptação à classe rainha. Até ao momento nada foi ainda confirmado por ambas as partes.
Outra solução poderia passar pelo ingresso na satélite Aspar Team, que ainda confirmou a continuidade de Karel Abraham para 2018 ou a chegada à também satélite Avintia Racing, que também ainda não divulgou os pilotos para 2018. A entrar numa destas duas equipas Scott Redding continuaria inserido na esfera Ducati à qual pertence há um ano e meio.
Por último existe a opção Marc VDS, que a concretizar-se seria um regresso à equipa que representou em 2015. Para já a formação belga apenas confirmou o estreante Franco Morbidelli para 2018 pelo que com a saída de Jack Miller continua uma vaga em aberto. Não se sabe se o discreto Tito Rabat continuará a ser piloto da Marc VDS ou se chegará outro piloto que poderá ser Scott Redding, homem que conhece bem a casa belga, cores que também defendeu durante quatro anos em Moto2, onde foi vice-campeão do mundo em 2014. Fora do radar está é a mudança para o Mundial de Superbikes segundo palavras do próprio Redding à imprensa britânica.
Com apenas 24 anos Scott Redding vê a sua carreira chegar a um limbo e para mais num ano onde as coisas não estão a sair nada bem. O ainda piloto da Pramac Racing é o primeiro a reconhecer a sua irregularidade exibicional, tendo mesmo afirmado anteriormente que teria de ser obrigado a fazer muito mais para poder sonhar em continuar com a Pramac Racing. O facto de ser muito crítico consigo próprio é imagem de marca deste inglês de Gloucester, que já disse publicamente que chegou muito cedo ao MotoGP.
Ao longo destas três temporadas e meia entre a elite do motociclismo mundial apesar de muitos resultados discretos nem tudo foi mau para Scott Redding, que já conseguiu dois saborosos pódios e que foram obtidos em corridas com condições meteorológicas instáveis, situação em que o britânico mostra ter especial aptidão.