Rali da Alemanha: Tanak soma segunda vitória da carreira

Ott Tanak assegurou na Alemanha a sua segunda vitória do ano e da carreira, e logo num rali de asfalto, que nunca foi a sua ‘praia’. O piloto estónio ainda perdeu o primeiro lugar para Andreas Mikkelsen na quarta especial, mas recuperou-a na sétima para nunca mais a largar, não cometendo o mais pequeno erro, ao contrário de Mikkelsen, que começou a perder o rali nos 41.97 km de Panzerplatte I onde foi demasiado cauteloso, deixando Tanak descolar para 15.3s, o que o estónio aproveitou até porque na especial seguinte o piloto da Citroën fez mais um pião e deixou o motor do C3 WRC calar-se, com a margem a passar para 25.7s, ficando desta forma Tanak bastante bem encaminhado para vencer, o que sucedeu com todo o mérito. Ainda se chegou a pensar que Ogier pudesse passar e Mikkelsen e se isso sucedesse Wilson já tinha avisado que iria impor ordens de equipas, mas Ogier nem sequer o tentou, preferindo assegurar os 15 pontos do terceiro lugar, mas dois na PoweStage.

Andreas Mikkelsen assegurou aqui o seu melhor resultado em três ralis com a Citroën. Depois de um oitavo posto na Sardenha e um nono na Polónia, o piloto norueguês esteve na luta pelo triunfo nesta prova até aos dois erros que cometeu e que tornaram o objetivo de vencer bem mais complicado. De qualquer forma, o trabalho na Citroën parece estar a dar frutos, pois claramente a equipa francesa teve carro para vencer, e neste caso também piloto. Erros à parte…

Sébastien Ogier foi terceiro e faz aqui uma grande operação no campeonato, já que soma os 15 pontos relativos ao terceiro lugar e vê Neuville a espalhar-se ao comprido no rali e na PowerStage, não conseguindo sequer somar um ponto, quando tinha uma oportunidade para recuperar alguns ao francês. Não foi o que aconteceu e Neuville sai da Alemanha a 17 pontos de Ogier na luta pelo campeonato, quando faltam apenas três provas para o final. Nada está resolvido, mas está bastante bem encaminhado.

Thierry Neuville claramente não terminou o rali da forma que esperava, pois o seu tempo na PowerStage foi muito mau acontecendo-lhe precisamente o contrário do que preconizou, e sai da Alemanha sem qualquer ponto: “Não guiei ontem e por isso não pude afinar melhor o carro. Vamos ver como vai ser o campeonato, aqui fiz o que pude” disse um desalentado Neuville que vai para Espanha a 17 pontos de Ogier. De qualquer forma, tudo está nas mãos de cada um dos pilotos, pois se Neuville vencer três vezes (dependendo dos números das PowerStage) é campeão…

Bom quarto lugar para Juho Hanninen, que depois do pódio na Finlândia, está a reagir bem ao facto de Esapekka Lappi ter precisado apenas de quatro ralis para chegar aos triunfos, não ‘oferecido’, mas ‘conquistado’. Claramente, o finlandês encontrou nos últimos tempos algo que não teve nos primeiros ralis do ano e com estas prestações começa a dar sinais a Tommi Makinen que pode contar com ele mais algum tempo.