Rival da Tesla compra fábrica da Pirelli

Se liga ao fenómeno dos elétricos saberá o que é a Faraday Future. Caso contrário este nome soar-lhe-à a algo estranho. Dedicada à produção de veículos elétricos, mas muitas vezes envolta em problemas de liquidez financeira, a Faraday Future aparenta, pelo menos, ter resolvido uma das maiores questões que assombravam o seu futuro: o local onde os seus automóveis serão construídos.

A companhia adquiriu uma antiga fábrica que há 55 anos estava nas mãos da Pirelli em Hanford, Califórnia, cerca de 200 milhas a norte de Los Angeles. Um pequeno triunfo para a start-up norte-americana, estabelecida em 2014, que apesar de estar a conseguir atrair pessoas da Tesla, ainda não conseguiu efetivamente ter no seu portfólio um veículo de produção em massa. O anúncio, em 2017, do FF 91, uma berlina de quatro portas que chega aos 100 km/h em apenas 2,39 segundos e tem uma bateria de 130 kw, deverá constituir-se como esse sinal de mudança, em conjunto com esta sua primeira linha de produção.

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“A indústria automóvel que nos deixou a todos orgulhosos durante 130 anos tem de ser substituída”, disse Nick Sampson, vice-presidente da companhia. “Estamos a criar um tipo de tecnologia que nunca existiu antes, uma nova espécie”, afirmou.

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Essa “nova espécie” seria originalmente desenvolvida no Nevada, onde a Faraday chegou a anunciar planos para construir uma fábrica com um milhão de metros quadrados e que iria criar 13 mil empregos diretos no estado que alberga a cidade de Las Vegas. Mas o projeto teve de ser remetido a uma gaveta depois do CEO da companhia, o bilionário chinês Jia Yuting, sofrer problemas financeiros.

Nota ainda para a ironia da Faraday ter adquirido uma antiga fábrica da Pirelli, mesmo que mais ou menos remetida ao esquecimento desde 2001. As duas empresas têm-se defrontado legalmente à conta dos direitos de utilização da palavra “zero”.

 

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