AMG – Arte, Magia e Génio

A AMG representa muito mais para a Mercedes do que a empresa que desde há 50 anos defenda as cores de Estugarda nas pistas. É responsável pela modernização da imagem da marca e, principalmente, por assinar, com arte e magia, algumas das criações mais geniais da marca da estrela.

A celebrar 50 anos, a AMG é muito mais do que competição ou upgrade mecânico de carros de estrada. Prova disso é o AMG GT R cujo desenvolvimento é da sua exclusiva responsabilidade. O empenho em dar resposta às diferentes expetativas dos clientes é, desde sempre, outra importante fonte de rendimento. Entre esses clientes conta-se o Sultão do Brunei que quando decidiu ter uma carrinha Classe S com motor V12, foi bater à porta da empresa de Grosspach (o “G” de AMG), nos arredores de Estugarda, como, aliás, já o tinha feito por diversas ocasiões. A enorme atenção ao detalhe e, consequentemente, a valorização do elemento humano continua a ser a principal características da empresa fundada há precisamente 50 anos por Hans-Werner Aufrecht e Erhard Melcher (o “A” e o “M”, restantes), de tal maneira que ainda hoje todos os motores são completamente montados à mão.

Ao longo destes 50 anos, muitos são muitas as conquistas em pista e, talvez ainda mais os desenvolvimentos geniais, pelo que é quase impossível eleger o melhor. Deixamos para si essa tarefa, deixando-lhe algumas sugestões e…um “outsider”.

300 SEL 6.8 AMG (1971)

Nas 24 Horas de Spa-Francorchamps, o grande sedan da AMG calou muita gente. A vitória na classe não foi tudo, já que a ela se juntou um surpreendente segundo lugar à geral. Conheça esta obra de arte na galeria de imagens que preparámos para si

300 E 5.6 AMG (1986)

A série W124do Classe E, lançada em 1984, destacou-se pela qualidade mas faltava-lhe nervo; a versão de topo 300E, com um 3.0 de seis cilindros em linha, rendia apenas 188 CV. A AMG tinha o remédio adequado e propunha uma versão melhorada desse mesmo motor, com o bloco a crescer para 3.2 litros e a debitar 245 CV. Demasiado “racional” ainda e, em 1986, os engenheiros da casa conseguiram encaixar sob o capot do 300 E umV8 de 5.6 litros com tecnologia multiválvulas própria da AMG. Mesmo com caixa automática de apenas quatro velocidades, os 360 CV debitados pelo bloco atmosférico levada “O Martelo” – como ficou conhecido nos States – a quebrar a barreira dos 300 km/h…

C36 AMG (1993)

O C36 AMG não é o mais potente ou entusiasmante dos AMG, mas é talvez o mais significativo para a expansão da marca: foi o primeiro modelo desenvolvido conjuntamente com a Mercedes, tendo sido oficialmente comercializado por esta última. E foi um autêntico sucesso para a AMG. Seis cilindros em linha, 3.6 litros de cilindrada e 280 CV tornavam-no no mais potente da sua categoria, com prestações respeitáveis para a época: 6,7 segundos dos 0 aos 100 km/h e velocidade máxima limitada a 250 km/h. Ainda assim, só duas gerações depois, com o surgimento do extraordinário C63 AMG, é que o BMW M3 encontrou um rival à sua altura.

SLS (2009

AMG de uma ponta à outra. O SLS não se tratava de uma variante vitaminada de um comum Mercedes, mas sim de um genuíno superdesportivo com motor central dianteiro. As linhas eram evocativas do 300 SL dos anos 50 e, tal como esse ícone, tinha as portas “asas de gaivota” a tornar cada paragem para abastecimento num momento mediático. Sob o longo capot estava o glorioso 6.2 V8 atmosférico, um dos melhores motores de sempre, devidamente recuado no chassis de alumínio para assegurar uma equilibrada repartição de potência pelos eixos. Veio ocupar o lugar deixado vago pelo SLR que, apesar de custar o dobro e ter chassis em carbono, era mais pesado e bem menos interativo que o SLS. A AMG concebeu uma máquina de eleição. E talvez o tenha feito para provar à Mercedes que esta, ao confiar o desenvolvimento e a produção do SLR à McLaren, não tinha tomado a decisão mais acertada…

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