Janis Joplin e o inseparável Porsche 956

Janis Joplin, a raínha do Rock and Roll teve vida curta mas paixões de uma intensidade semelhante à da sua própria (inesquecível) carreira. Conta-se que só a morte poderia separá-la do seu Porsche 956

Celebridades e automóveis emblemáticos são conceitos que muitas vezes se unem. Nick Mason, baterista dos Pink Floyd, é um apaixonado pela Ferrari. Cristiano Ronaldo não falha um Lamborghini, Bugatti ou Ferrari, enquanto o conhecido apresentador Jay Leno possui uma garagem onde escolher é o mais difícil. Nada de novo. Basta recordar a paixão de James Dean pela Porsche. A mesma marca que deslumbrou a “irrepetível” Janis Joplin.

A estrela de Blues e Rock dos anos 60, Janis Joplin, “devorava” cada segundo de uma vida que foi demasiado breve (morreu em 1970, aos 27 anos). Coerente com esse ritmo frenético, conduzia um extravagante Porsche 356, um automóvel icónico que marcou os anos 60.

Liberdade, sol, o cheiro a verão, o cabelo ao vento, um descapotável marcante, mescla de cores. Na altura Janis Joplins desembolsou 3,500 dólares pelo 356. Parece pouco para um Porsche mas, afinal, foi há quase meio século. Naquela altura, 3.500 dólares representariam o equivalente ao que hoje algumas figuras públicas investem em automóveis de luxo, quantias avultadas. Foram 3,500 dólares mais 500 que a cantora pagou ao seu roadie Dave Richards para que este pintasse a viatura com todas as cores do arco-íris, retratando a “História do Universo”.

Quis Janis Joplin que o Porsche 356 fosse um carro de estrada, um companheiro de viagens inseparável. O automóvel, repintado três vezes e depois de 20 anos em exposição num museu, encontrou um novo dono. Hoje, este exemplar de 1964 tem muitas histórias para contar. Uma delas é o dia em que Janis Joplin foi fotografada para a eternidade com o 356 e que aqui homenageamos.

Miguel Policarpo

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