Pagani Huayra – O mais exclusivo dos… exclusivos

Pela primeira vez, um roadster é mais leve que o correspondente coupé. A monocoque em materiais (muito) exóticos do Huayra Roadster é parte da explicação. Só haverá 100 e estão todos vendidos

Pode até parecer que é “apenas” mais um para a guerra dos super-desportivos. Uma guerra sem tréguas de como demonstrámos, nas últimas semanas ao trazermos-lhe aqui os detalhes de modelos como McLaren P1, já para não falar do Bugatti Chiron que conduzimos, Honda NSX que adere à tecnologia híbrida, Ferrari Super Fast, ou o lindíssimo Aston Martin DB 11, só para mencionar alguns.

Mas, não. O Pagani Huayra Roadster vai ainda mais longe se o tema é eleger o mais exclusivo dos super-desportivos abertos. Apenas serão produzidas 100 unidades, cada um com um preço a rondar os 2,3 milhões de euros… antes de impostos. Mas, sente-se e aprecie esta maravilha. Não vale a pena correr para o livro de cheques pois todas estas 100 obras prima da engenharia e da tecnologia já tem proprietário.

Cada modelo da Pagani tem a sua própria identidade e por isso a marca garante que este Roadster é um projeto traçado de raiz, não apenas baseado no modelo fechado. O patrão Horacio Pagani esclarece que “enquanto o Huayra Coupé é a personificação da elegância e das linhas intemporais, o Huayra Roadster é o irmão rebelde.”

Tudo no roadster foi, portanto, redesenhado, desde o formato das roll bars até ao interior, sempre de acordo com as exigências da aerodinâmica. O capô do motor tem uma função dupla e decisiva no design do carro, já que serve de vitrina para outra obra de arte que é o próprio motor Mercedes-AMG M158, o V12 biturbo de 6.0 litros especificamente construído para a Pagani, colocado logo atrás dos ocupantes e a debitar 764 CV de potência às 5500 rpm. O binário é outro número colossal: 1000 Nm disponíveis entre as 3000 e as 4300 rpm. Todo este rendimento é gerido por uma caixa automática de sete velocidades desenvolvida pela X-Track. Um autoblocante eletrónico encarrega-se de gerir o binário entre as rodas traseiras motrizes para que os pneus Pirelli PZero Corsa possam proporcionar a imensa força de aceleração lateral de 1.8 g de que o Huayra Roadster é capaz.

Cinco modos de condução bastante distintos permitem levar o modelo a outros tantos perfis de comportamento. “Wet” para maior segurança no piso molhado, “Comfort” para o dia-a-dia, “Sport” para mais alguma adrenalina, “Race” para eriçar os pelos da nuca e “ESC Off” para a verdadeira taquicardia.

Embora a marca não anuncie as performances limite, há um valor de que muito se orgulha: os 1280 kg do Roadster no seu conjunto, 80 kg abaixo do peso do respetivo coupé, honrando um dos objetivos traçados logo no início do projeto.

Formas e materiais exóticos

A beneficiar dos ensinamentos do Zonda R, do Huayra Coupe e do Huayra BC, os engenheiros da Pagani levaram o desenvolvimento do carbo-titânio a um novo patamar. Combinando-o com um novo tipo de material compósito, o carbo-triax HP52, conseguiram um acréscimo de 52 por cento na rigidez estrutural para o mesmo peso. A suspensão também participa na leveza, sendo toda ela composta por ligas leves de alumínio e por isso responsável por uma poupança de 25 por cento do peso em relação ao coupé.

A relação dos Pagani com o vento é matéria sagrada. Especialmente num modelo cuja designação, Huayra, é nome de deus do vento. A Pagani foi mesmo a primeira construtora a desenvolver para um carro de produção (o Huayra coupé) um sistema aerodinâmico totalmente ativo e computorizado. No Roadster este sistema é elevado à excelência com quatro asas, duas dianteiras e duas traseiras, associadas à suspensão ativa para garantirem a melhor performance a cada momento, assegurando que a base do carro é constantemente mantida paralela ao chão. Assim se garante a maior eficiência no fluxo de ar que passa por baixo, para otimização da força descendente.

As linhas bem definidas daqui resultantes têm o duplo efeito funcional e estético, nas quais participa o detalhe que faz a diferença neste modelo: o tejadilho amovível e que pode ser de dois tipos. O primeiro é construído em carbono com um elemento central em vidro, com o qual o Huayra adquire o visual de um coupé. A segunda solução consiste numa capota macia, constituída por carbono e tecido e muito fácil tanto de instalar como de guardar no carro.

“Espero que este esforço de seis anos toque a vossa sensibilidade, tanto racional como emocional”, desafia Horacio Pagani. Pelo menos uma centena de entusiastas já foram suficientemente tocados por um modelo que terá, ninguém duvida, uma super-valorização.

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